Wednesday, November 4, 2009

Negação

Não é que eu te queira amar,
Mas amo…

Não é que eu te queira desejar,

Mas desejo…

Não é que eu te queira perto,

Mas longe de ti também não consigo estar…

Não é que me queira lembrar de ti

Mas és tu que estás sempre em meu pensamento…

Minha alma está incompleta,

Meu corpo grita por ti,

És como um íman que me atrai,

Mesmo longe, estás sempre em mim…

 

meugostar2

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Saturday, February 28, 2009

O que custa quando termina…

É difícil aceitar o fim em quase, se não em tudo, na nossa vida…
Custa quando um curso chega ao fim, o de mansinho surge o medo de não saber responder ao “e agora?”; surge a incerteza do que se sabe e do que se quer fazer, a tristeza da separação de um núcleo que connosco partilhou tantas coisas…
Custa quando um longo trabalho chega ao fim, onde a sensação de alívio é quase sobreposta pela certeza de que se pudéssemos fariamos grande parte diferente…
Custa quando um emprego termina, a angústia de saber que passo dar a seguir, a vontade de baixar os braços mesmo sabendo que não o podemos fazer…
Custa ver uma amizade chegar a um fim, nem sempre por uma ruptura mas, muitas vezes, por os caminhos seguidos serem demasiado distintos…
Custa quando um amor termina, por toda a história e uma parte da vida que foi partilhada e, chegando ao fim, já nem se sabe que significado teve toda essa vivência…
Custa que termine uma vida… para tal nem há palavras….

Custa quando as coisas terminam… mas é porque o fim é sempre algo que nos coloca, de certa forma, tristes ou porque temos medo de admitir que chegou a hora de mudar e nos assusta perder aquela confortável rotina e não saber o que é que os passos que damos a seguir vão significar na nossa vida?

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Monday, November 17, 2008

Amar respeitando os limites

Perante o adiantado da hora as minhas palavras já não seriam coerentes o suficiente para que pudesse transmitir aquilo que me vai na mente. Assim, deixo-vos com dois pequenos textos que, para mim, têm toda a lógica e sentido.

“Há dois porcos-espinhos a viver no Ártico; faz muito frio e eles resolvem abraçar-se para se aquecerem. À medida que se aproximam, seus espinhos começam a magoar a pele um do outro, de modo que se afastam e começam a tremer de frio outra vez. E então eles aproximam-se e se afastam, até encontrarem a distância com a qual possam aquecer-se e alimentar-se sem causar dor ao outro. “

in “Anatomia da cura”, Christine R. Page

“Entreguem o coração, mas não para o outro guardar,
Pois somente a mão da Vida pode conter seus corações.
E fiquem juntos, mas não juntos demais,
Pois os pilares do templo ficam separados,
E o carvalho e o cipreste não crescem na sombra um do outro.”

Kahlil Gibran

Boas leituras…

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Wednesday, October 8, 2008

Saudade

Meu corpo grita pelo teu

E são ainda tantos os dias que nos separam…

A minha pele arrepia-se
Só de pensar no leve toque das tuas mãos,
O meu pensamento vai relembrando
Os momentos em que sou completamente tua,
As loucuras, que são segredos nossos,
Os instantes em que o desejo nos invade,
O prazer nos satisfaz
E o amor nos une.

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Tuesday, September 9, 2008

Dói Demais

Dói demais
Ver que já não estás aqui,
Dói demais
Já não sentir o teu perfume,
Nem a tua presença…
Dói demais lembrar
Os momentos só nossos,
As palavras por nós ditas,
O toque, o beijo, o olhar…
Porque partiste?…
Ainda hoje não sei,
Mas contigo,
Levaste tudo o que mais amei.

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Thursday, August 21, 2008

Há dias assim….

Há dias assim, em que acordamos com uma angústia não explicada, uma nostalgia não entendida e nos apetece estar escondidos num cantinho bem longe de todas as tarefas a que o dia-a-dia nos obriga.

Nesses dias, qualquer coisa nos leva ao passado, nos transporta a uma realidade já vivida e de alguma forma posta de parte. Pode ser uma paisagem, um acontecimento, uma música, apenas um gesto ou uma palavra.

Hoje encontro-me assim, meia perdida no meu passado, recordando lugares e pessoas que por mim se cruzaram e cuja vida interferiu na minha. A nostalgia toma conta dos meus movimentos e pensamentos e só me apetece ficar comigo e com as minhas memórias…

Recordo, com saudade, as ruas de salamanca e a grandiosidade dessa cidade. Recuo um pouco mais atrás, até uma cidade à beira mar e lembro-me dos canais, da calma e da beleza que Aveiro tem. Um pouco de mim vai ainda mais longe. Olhando para uma foto que a meu lado tenho, é Moçambique que é agora acolhido pelo meu pensamento que não esquece a viagem mais marcante da minha vida até, ao momento…

Não são muitas as vivências que, até hoje, coleccionei mas que importa… Não pretendo uma vida feita de muitos momentos, por vezes nada significantes, mas sim de poucos momentos mas com qualidade. Podemos viver uma vida num minuto e, na verdade, as melhores coisas que nos acontecem na vida, são as que são fortes em emoção e, no entanto, de curta duração. São aquelas que não nos deixam parar para pensar, mas sim que nos impelem a viver cada instante.

Há dias assim… que apenas nos apetece saborear o passar do tempo, com calma…

Boas leituras para todos…

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Thursday, July 10, 2008

In the Jungle

Há dias em que só um video destes nos arranca um sorriso do rosto…

alt : http://www.youtube.com/v/lTjIKu5PukY&hl=en&fs=1

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Monday, May 26, 2008

Racional

Quem pode fugir,
Do que não se consegue prever,
Do que não se espera,
Mas que chega sem aviso…

Quem pode esconder-se,
Dos sentimentos que,
Sem hora ou acaso,
Irrompem,
Assolam ao peito,
Invadem a mente…

Quem pode dizer que não,
E logo dizer que sim,
Sem que fosse esse seu querer…

Porque não podes ser assim,
Espontaneamente dizer que sim,
Sem que logo digas que não,
Sem que haja uma força,
Que não deixe teus sentimentos brotar,
Que te faça adivinhar sua chegada,
Mesmo quando ainda longe estão…

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Monday, April 7, 2008

Desejo

Quero viver o prazer
De uma noite em teus braços.
Despertar-te sem hora ou aviso
Só para depois te amar
Com todo meu corpo e alma…
Sentir teu corpo no meu
Na ternura do aconchego
Ou no calor de toda a paixão…
Olhar-te a meu lado,
Na tranquilidade do descanso
Inquietar-te e provocar-te
Vendo em teus olhos o desejo…
Quero sentir a felicidade
Do nascer de um dia a teu lado.
Despertar-te com um beijo
De novo saciar o desejo
Ver-te partir e sentir
Que contigo parte um pouco de mim
E comigo fica um pouco de ti.

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Thursday, April 3, 2008

Pessoas que cruzam a nossa vida…

Olá a todos,

Ultimamente tem-me surgido muito à mente o porquê das pessoas que eu conheço e conheci, terem cruzado a minha vida. O porquê de as ter conhecido, em que é que isso me mudou e o que mudei eu na vida dessas pessoas.

Hoje, depois de mais um dia/noite em que venho das minhas abençoadas aulas de Teoria Básica
J (uma disciplina do curso de MTC e que um dia eu explico porque são abençoadas), depois de cumprir a rotina que a estas horas se exige (como diz a minha irmã - chichi camaJ), assaltaram-me à mente várias questões, para as quais muito depressa quis encontrar a resposta. Encontrei-as, mas não foi depressa. A verdade é que essas respostas demoraram 26 anos a ser por mim encontradas e penso que ainda há algo que possa ser acrescentado. Passo a explicar.

As pessoas entram na nossa vida e de alguma forma marcam-nos e influenciam o nosso crescimento e a pessoa em que nos tornamos. Isto é ponto assente pela maioria. No entanto há aquelas pessoas que permanecem ao longo no nosso percurso e onde a relação que temos com elas vai-se fortificando. Outras, porém, que apenas estão a nosso lado em determinadas partes desse percurso. Porque? Eu sei que a nossa vida muda e, com essa mudança, há afastamentos e separações, mas então porque permanecem alguns e outros não?

No outro dia consegui, ou pelo menos de momento eu penso que sim, encontrar uma explicação para algumas pessoas terem aparecido na minha vida. Obviamente que falo das que me marcaram de alguma forma. Apercebi-me que elas contribuiram para agora eu estar a viver um momento bom da minha vida, sem olhar para trás. De uma forma ou de outra, caminharam comigo e ajudaram-me a construir a minha personalidade, a enfrentar os meus medos, a ajudar-me nas minhas decisões de tal forma que hoje sou uma pessoa seguramente diferente. Neste momento, sinto essa diferença de forma positiva e, olhando para trás, vejo os tempos, as pessoas e os momentos com elas vividos a “encaixarem” na perfeição, como se fosse um puzzle. Há coisas que não podiam ter tido um melhor timing, senão impediria que o passo seguinte fosse dado. Ter esta percepção é algo muito bom, nem sempre fácil de alcançar e, por vezes, o que sentimos mesmo é um conjunto de acasos que, achamos nós, não significam nada na nossa vida. Como se costuma dizer, “não aquecem nem arrefecem”. Mas isso não será um pouco viver sem sentido do que se vive? Não será isso pior?

Não acho que de repente devemos sair por aí a dar sentido a tudo e mais alguma coisa. Neste momento já não acredito em acasos, mas há coisas que não estão ao nosso alcance de ser percebidas ou, pelo menos, de o ser para já. Há sincronicidades que só nos apercebemos delas muito mais tarde e só aí lhes atribuimos o devido lugar.

Bem mas já me dispersei. Voltando às pessoas e ao significado delas nas nossas vidas. A questão que hoje impulsionou a minha escrita foi muito simples: será que as pessoas que já sairam da minha vida, seja porque motivo for, teriam lugar nela agora? Isto é, não estarei também eu tão diferente que a relação com essas pessoas já não teria sentido? A verdade é que todos os dias nós mudamos, crescemos interiormente e aprendemos alguma coisa. Será que, por exemplo, as pessoas que eu conheci na minha infância e que depois, por motivos adversos, se afastaram, podem dizer que me conhecem, se me encontrarem agora? Será que têm sequer lugar na minha vida agora?

Há pessoas que eu sei que, por mais que me afaste fisicamente, por mais que mude e conheça outros mundos, vão sempre conhecer-me e ter lugar na minha vida. São os chamados amigos verdadeiros? Ou são as pessoas que realmente deixámos entrar inteiramente na nossa vida?

Há já alguns filmes sobre este tema, não o inventei eu, nem pretensão tinha disso J. Filmes onde se aborda a problemática dos homens que foram para a guerra e quando voltaram, cheios de toda a dor e terrores porque passaram, não conseguiram “encaixar” novamente na família que deixaram. As suas mulheres também já não os reconheciam, poderiam elas continuar a amá-los?

Há depois um filme muito bom que quem puder ver, é uma lição real de vida: “Salvo pela Luz”. Um filme genial e que, além de outros, aborda também este tema. Não é o tema principal, mas também lá está. Se puderem, vejam.

Bem por hoje é tudo. Fico muito tempo sem escrever e depois sou uma “tagarela” de letras J.

Boas leituras para todos.

 

 

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