Wednesday, January 31, 2007

Tecnologia

Olá a todos,

Hoje quando vinha a caminho do meu trabalho e ao recolher o que já se tornou o meu jornal diário – Metro Directo – deparei-me com a notícia de primeira página onde indicava que 12% dos jovens espanhóis vivem dependentes do telemóvel.
A minha primeira reacção foi pensar: “só!”, mas logo mudei de opinião ao ler a notícia e ver que a palavra “dependência” era mais correctamente modificada para “escravatura”. Ou seja, 12% dos jovens está obcecado pelo telemóvel e pela internet.
De tal forma, que são mesmo comparados com pessoas adictas às drogas, num estado tal que a única coisa com que a sua mente se ocupa é: como consegui-la e consumi-la.

É assim que estão 12% dos jovens espanhóis – tecnologicamente dependentes. Gostaria de saber dos jovens portugueses.

Ainda referente às novas tecnologias, ouvi no outro dia a notícia de que existe um mundo virtual, criado desde 2003 por Linden Lab
, designado de Second Life. Pois é, tal como o nome indica, uma segunda vida que nasce num mundo virtual.
Quando uma pessoa se inscreve, neste espaço, passa a ter uma personagem que se encontra “activa” durante o tempo que essa pessoa está na internet a “jogar” o Second Life. Ao contrário de um jogo normal, a personagem criada não ganha pontos nem há vencedores. Neste mundo ela “vive” como se da realidade se tratasse, conhecendo pessoas, trabalhando, modificando a sua área de habitação conforme mais lhe agrade, entre outras coisas. Pode mesmo casar no mundo virtual, com uma outra personagem desse mesmo mundo. Relembre-se que essas personagens só existem porque à frente do computador está alguém que lhes dá vida.
Neste momento existem, nada mais nada menos, que 3.115.535 habitantes virtuais. Para muitos, este mundo não é mais do que um fugir da sua pessoa real. Neste mundo podem ser quem queiram, podem fazer o que na realidade não teriam coragem. É um escape, um “viver de avestruz”, colocando a cabeça debaixo da terra para ver se do outro lado está algo melhor. Para outros, isto é considerada uma oportunidade de negócio, pois são feitas muitas transções virtuais, convertidas posteriormente em dinheiro real. Pois é, a verdade é que neste mundo existe uma moeda virtual, que facilmente pode ser convertida no mundo real por moeda real. Confusos? Eu também. Mas podem consultar o site http://secondlife.com/ onde podem ter um maior esclarecimento. Cuidado não se viciemJ.

O que me faz escrever sobre isto? Bem, na realidade isto preocupa-me bastante. Daqui por uns anos, ou é criado o grupo dos TA – tecnologicodependentes anónimos (pensem em outros nomes) – ou então passámos todos a cumprimentar-nos virtualmente e a viver agarrados a esta máquina e à internet.
Gosto muito dos avanços tecnológicos e a verdade é que coisas como messenger, mail, skypes, etc, fazem com que mais rapidamente possa estar em contacto com amigos e familiares. No entanto, tornaram também tudo muito impessoal.
Concordo também que a internet facilita muito a nossa vida, na medida em que quando precisamos saber alguma coisa recorremos aos diversos sistemas de busca aí existentes. Eu por mim gosto de complementar com uma pesquisa por uma biblioteca, onde o cheirinho a livros e o desfolhar das páginas sempre me encantou.

No entanto, há sempre os dois lados de uma moeda e o que pode ser benéfico quando usado de maneira racional, pode também deixar de o ser quando não se conhecem limites.

Sinceramente que me preocupa que, daqui por uns anos, quando chegar a casa, para poder falar com o meu filho tenha de estar online, com a minha personagem virtual. Quem sabe, nesse mundo virtual o meu filho até tenha outros pais… a ideia arrepia.
Ou, pode também dar-se o caso de, daqui por uns anos já nem sair de casa. Hibernar permanentemente comunicando apenas através de telemóveis, messengers, e-mails, transferências online, mundo virtual…

Pois deixem que vos diga, que ainda que não haja uma única pessoa no mundo real a sair à ruaJ estarei lá eu a apreciar o sol ou a chuva, o calor ou a neve, a brisa ou o vento, o chilrear dos passarinhos, o verde da relva, o azul do mar, entre outras coisas que este mundo real, felizmente, ainda tem. Sim, porque no mundo virtual, não se sente na pele, e por mais que eu tenha gostado de brincar com bonecas quando era mais criança, gostava de o fazer AO AR LIVRE.

   
Desculpem o extenso post. Continuação de boas leituras e… vivam realmenteJ

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Friday, January 26, 2007

Que fresquinho

Olá a todos,

hoje, dia em que os termómetros marcam graus negativos e depois de uma noite em que a neve caiu sobre o meu rosto e sobre todas as ruas de Salamanca, meu coração está quentinho. Está entusiasmado com a visita que vou fazer este fim de semana a Portugal.

Por mais que estar loge me faça bem, igualmente as fugazes visitas ao meu país enchem de alegria o meu coração. Esta semana foi um bocadito atribulada e digamos que o fim de semana servirá para um recarregar de energias:) (e para uma boa massagem hi hi hi).

Bem sem mais demoras, apenas deixo aqui um pequeno devaneio para quem visite este cantinho ao fim de semana.

Momento 

Passaram poucas horas,

Desde que nossos corpos se apartaram…
Desde que, por motivos externos a nós,
Deixamos o ninho que acolheu nossa loucura…
Afastámo-nos do nosso momento,
Do nosso segredo,
Do nosso cantinho partilhado.
Segundos de carinho,
Minutos de emoção,
Horas de prazer…
Unimos nossas almas
E, por momentos,
Partilhámos o mesmo querer.
Que loucura…
Que prazer, dado mutuamente…
Levaste-me ao céu…
Naquele leito só nosso,
O mundo desapareceu.
Dentro de quatro paredes
Apenas carinho, paixão, tu e eu…

Boas leituras.

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Thursday, January 25, 2007

As coisas difíceis da vida

Olá a todos,

hoje não me vou alongar. Apenas vou aqui deixar a letra de uma música, em que parte dela me foi passada por um amigo.

Para ti: ao olhares para o céu podes ver sol, estrelas, nuvens brancas com formas engraçadas ou nuvens negras que te fazem fugir do temporal que aí vem. Mas lembra-te que nada disso tira a beleza ao céu. São coisas que aparecem, ficam o tempo que lhes é permitido e depois passam. Assim, não deixes nunca de ter esperança que depois da nuvem negra vem o sol radiante.

Autora: Regina Spektor
Música: On the radio

This is how it works
It feels a little worse
Than when we drove our hearse
Right through that screaming crowd
While laughing up a storm
Until we were just bone
Until it got so warm
That none of us could sleep
And all the styrofoam
Began to melt away
We tried to find some words
To aid in the decay
But none of them were home
Inside their catacomb
A million ancient bees
Began to sting our knees
While we were on our knees
Praying that disease
Would leave the ones we love
And never come again

On the radio
We heard November Rain
That solo’s really long
But it’s a pretty song
We listened to it twice
‘Cause the DJ was asleep

This is how it works
You’re young until you’re not
You love until you don’t
You try until you can’t
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath

No, this is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took
And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else’s heart
Pumping someone else’s blood
And walking arm in arm
You hope it don’t get harmed
But even if it does
You’ll just do it all again

And on the radio
You hear November Rain
That solo’s awful long
But it’s a good refrain
You listen to it twice
‘Cause the DJ is asleep
On the radio
(oh oh oh)
On the radio
On the radio - uh oh
On the radio - uh oh
On the radio - uh oh
On the radio

 

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Wednesday, January 24, 2007

Coincidências da vida

Olá a todos que leem com vontade estas linhas,

Hoje vou escrever sobre uma sucessão de coincidências que têm ocorrido desda minha jornada até Espanha.
Desde pequena que guardo uma foto em que estou eu, a minha mãe e a minha irmã. É provavelmente a única foto que temos as três juntas. Com o passar dos anos já não me recordava de onde tinha sido tirada aquela foto, em que viagem de estudo tinhamos ido todas juntas. Finalmente um dia, quando os meus pais me vieram cá visitar a Salamanca, a minha mãe resolveu o meu pequeno mistério: a foto era da Plaza Mayor de Salamanca, lugar onde me encontro a trabalhar. Disse, com aquele sorriso de quem faz uma grande descoberta: “Salamanca já estava no meu destino”.

 


Quando vim para cá, uma semana antes de começar a trabalhar, andei a passear e a conhecer as redondezas.
Num dos meus passeios fui a Ávila, pois encanta-me as muralhas que a rodeia, fazendo com que recuemos a outros tempos e com que tomemos conhecimento de histórias dos nossos antepassados. Andei a passear por aquelas muralhas que nem criança, a subir todas as escadinhas, a ver cada recanto, cada paisagem… A apreciar a emoção no rosto das outras pessoas, enfim, foi para mim um dia em cheio. Num dos meus passeios, perdida por aquelas ruas, entrei num museu onde se encontrava uma exposição de pintores. Estes tinham retratado de diversas formas o filósofo Nietzche. Ignorante quanto à pessoa que estava a ser retratada, fartei-me de rir naquela exposição. Cada pintura era mais caricata que a outra. Mas recentemente tudo encaixou. Sem me aperceber ou lembrar dessa exposição, comprei um bilhete para ir ver uma peça de teatro: “Demasiado Humano: os últimos dias de F. Nietzche”. Adorei, amei, emocionei-me… Não encontro mais palavras que consigam descrever o que senti. Para terem uma ideia, a peça demorava 2 horas, sem intervalo, e eu nem me dei conta que o tempo passou… Dois dias depois assaltou-me à memória a exposição que tinha visto e entendi finalmente alguns dos quadros que tinha ainda em memória. Aqui deixo algumas das frases por ele ditas.

 

    

 

Quem quer aprender a voar, precisa primeiro aprender a ficar de pé e a andar e a subir e dançar: a arte de voar não se aprende voando!”

“O homem é uma corda estendida entre a besta e o Super Homem - uma corda sobre o abismo. É perigoso passar de um lado ao outro, perigoso ficar no caminho, perigoso olhar para trás, perigoso tremer e parar. O que há de grande no homem é que ele é uma ponte e não um fim: o que se pode amar no homem é que ele é uma passagem e uma queda.”

Há sempre um pouco de loucura no amor. Mas há sempre um pouco de razão na loucura.E mesmo eu, que estou voltado para a vida, acho que as borboletas, as bolhas de sabão e o que se assemelha a elas entre os homens são o que melhor conhece a felicidade.”

 

Texto de F. Nietzche, Assim Falava Zaratustra

 


No fim do dia em que estive em Ávila, já cansada mas não desanimada, é-me dado para as mãos um folheto indicativo de uma exposição. Ignorando o facto de haver autocarros até essa mesma exposição, pus-me a andar por aquelas ruas, seguindo cuidadosamente todas as setas. Passado meia hora lá cheguei ao meu destin (com a ideia de o meu carro estar no outro lado da cidade, na mente). Era uma exposição sobre Cristóvão Colombo. A meio da exposição lá estava ela: a bússula que um grande amigo meu me tinha oferecido antes de eu vir para Salamanca. Fiquei parada durante não sei quanto tempo, com um largo sorriro e um grande espanto no meu rosto. Devo ter ficado bastante tempo parada, a observar a bússula, pois quando dei conta estava um dos seguranças a olhar fixamente para mim… Saí da exposição com um calorzinho bom no coração e, apesar do cansaço, estava com um ânimo enorme a fazer a minha jornada até ao meu bolinhas, situado no alto de uma colina, onde eu o tinha deixado.

 


Termino as minhas coincidências com um nome. Para me inteirar da língua e expressões Espanholas comprei um livro, logo no primeiro dia que aqui cheguei. Seu nome: “Volver a empezar”. Recentemente, num daqueles sites que nos idicam coisas alucinantes, ou não, sobre o dia em que nascemos, descobri que a música no Top naquele dia era “Volver a empezar” de Julio Iglesias. Curioso, não?
J bem eu achei por isso, vale a minha opinião.

 

Desculpem o extenso que  ficou o post. Mas quando se vive e se sente de maneira intensa, as palavras escapam por entre nossos lábios materializam-se através de nossos dedos e resulta um post enorme J

Boas leituras a todos.

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Monday, January 22, 2007

Viver intensamente

Olá a todos,

hoje, tal como em muitos dias da minha vida, apercebo-me de quão efémere ela é. Às vezes precisamos de um abanão, de que algo corra mal, para que nos demos conta de que há muitas coisas ainda que queremos fazer, há muitos lugares e pessoas que queremos conhecer. Há ainda palavras por dizer, desculpas por pedir, lábios por beijar, corpos por sentir, risos para serem dados, olhares para serem cruzados, enfim… há ainda muito que queremos viver antes de partir.

Por vezes a vida dá-nos a oportunidade de em meses vivermos intensamente, porque o fim se aproxima. Outras, ela termina tão repentinamente que não nos dá nem tempo de pensar no que perdemos…

Mas a verdade é que todos os dias a vida nos está a dar uma oportunidade de ser vivida intensamente. Todos os dias o sol nasce (ou a chuva cai, como é o caso de hoje), o dia acorda e lá estamos nós com a oportunidade de mudarmos alguma coisa no nosso dia. De dizermos algo que faça a diferença em alguém, de beijarmos alguém com respeito, amizade, paixão, amor… De termos gestos de carinho, palavras de conforto ou de compreensão. De rirmos, emocionarmo-nos, sonharmos, sentir a vida a correr em nosso corpo e nos sentirmo-nos vivos sem sermos indiferentes.

Uma vez ouvi uma frase que dizia mais ou menos assim: não tenho medo de partir, porque sei que vivi. Por vezes não importa se a vida é longa ou curta, mas importa sim se é vazia ou repleta de intensos momentos e sentimentos. Importa viver cada dia, não importa viver muitos dias… Adiamos constantemente a nossa vida, deixamos sempre para mais tarde: “depois faço isso”, “depois falamos”, “a gente ainda se vai ver”. Esta última é por vezes a pior. E se não houver depois, e se não nos vamos ver… Será que nos despedimos bem, será que aquela pessoa sabia o quão importante era para nós? E se não era assim tão importante, será que sabia que teriamos gostado de a conhecer melhor?

Penso que não devemos deixar para o fim o que devemos dizer, fazer, sentir desde o início. Mas, à semelhança da maior parte das pessoas, também eu deixo muitas coisas por dizer, muitas desculpas por pedir, muitos beijos por dar, muitas emoções por viver. Adio as coisas para as viver depois, quando tiver mais tempo para pensar nelas. Mas… é um erro, nunca teremos esse tempo e depois, quando achamos que está na hora, os momentos já passaram e já não têm sentido serem vividos. Por isso, hoje queria aqui deixar umas palavras que estas sim têm a ver com o meu estado de espírito, comigo e com a minha vivência.

Boas leituras a todos.

Perdão

Perdoa-me
Pelas palavras que não te digo,
Pelos gestos que não te faço,
Pela atenção que não te dou,
Pelo carinho e amor que não te demonstro…
Perdão a ti,
Meu amigo e amiga,
Minha família,
Meu Deus…
Perdão
Pelo contida,
Resguardada,
Retraída,
Imperfeita que sou…


A vida por nós passa
E a cada passo
Ponderamos o que fazer,
Pensamos no que parecerá bem,
Contemos nossos impulsos…
Não é meu desejo
Que seja apenas em efémeros instantes finais
Que assole a meu peito
A dor de não te ter dado mais,
De não te ter acarinhado mais,
De não ter dito e feito mais,
Enfim,
De não ter eu vivido mais…

 

 

 

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Friday, January 19, 2007

Conhecer

Dizes que me conheces,
Dizes que me adivinhas,
Que nada te posso esconder,
Que de nada me serve fugir…


Dizes que já nada em mim
Te surpreende,
Te emociona,
Te move do teu mundo…

Digo-te que não me conheces,
Que jamais me adivinharias,
Que todos os dias
Me escondo e fujo de ti…
Digo-te que tudo em mim,
Te podia surpreender,
Emocionar,
Mexer no teu mundo,
Se ao menos me conhecesses…

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Thursday, January 18, 2007

Amanhecer

Amanheceu…

Ainda estás aqui,
Ainda te tenho a meu lado…
Unidos estamos,
De corpos satisfeitos.
A alma elevada suspira
No leito que nos acolhe cúmplice…

Amanheceu…
Desperta o mundo,
Despertamos eu e tu.
Tu com tua magia e beleza
E eu com a certeza
Que estás aqui
E que aqui te quero sempre…

 

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Wednesday, January 17, 2007

Miguel Torga

Completam-se hoje 12 anos da morte de Miguel Torga, sendo este ano também o centenário do seu nascimento. Por isso, hoje vou limitar-me a deixar um verdadeiro poeta “falar” através da herança que nos deixou. Eis dois poemas dele que de alguma forma me tocaram.

Boas leituras.

Súplica

Agora que o silêncio é um mar sem ondas,
E que nele posso navegar sem rumo,
Não respondas
Às urgentes perguntas
Que te fiz.
Deixa-me ser feliz
Assim,
Já tão longe de ti como de mim.

Perde-se a vida a desejá-la tanto.
Só soubemos sofrer, enquanto
O nosso amor
Durou.
Mas o tempo passou,
Há calmaria…
Não perturbes a paz que me foi dada.
Ouvir de novo a tua voz seria
Matar a sede com água salgada.

Apelo

Porque
não vens agora, que te quero
E adias esta urgencia?
Prometes-me o futuro e eu desespero
O futuro é o disfarce da impotência….

Hoje, aqui, já, neste momento,
Ou nunca mais.
A sombra do alento é o desalento
O desejo o imite dos mortais.

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Tuesday, January 16, 2007

Dia Perfeito

Relva que meus pés pisam,
Brisa que meu corpo toca,
Sol que minha face aquece,
Sons que acalmam meu ser…

Mão que me conduz,
Abraço que me segura,
Beijo que me apaixona,
Dia perfeito a teu lado…

Posted by Butterfly at 15:51:55 | Permalink | No Comments »

Monday, January 15, 2007

Amor

Hoje vi amor…
No rosto de dois apaixonados,
Que com ternura se olhavam,
Com carinho se tocavam,
E abraçados seguiam seu rumo…

Hoje vi amor…
Nos olhos de uma mulher,
Acariciando seu ventre,
Após a demonstração de genica
Do seu pequeno rebento…

Hoje vi amor…
Nos olhos de uma criança,
Saltitando entre seus pais,
Chamando a sua atenção,
Recebendo os seus carinhos…

Hoje vi amor…
Em dois ternurentos idosos,
Que faziam de conta
Que por eles não tinham passados os anos.
Que da mesma forma se olhavam
Com ternura, com carinho.
As suas mãos,
Enrrugadas pelo passar do tempo,
Da mesma forma ternurenta
Estavam dadas como antes…

Hoje vi amor,
No sofrimento de quem perde,
Quem toda a vida esteve a seu lado.
No olhar que dava,
A um corpo
Que outrora tinha abraçado, beijado e amado…
Poucas vezes talvez,
Pois é sempre pouco para quem ama…

Hoje vi amor…
Porque vivi o hoje,
Porque tive tempo de o ver,
Porque não me passou indiferente
Tão simples e maravilhoso sentimento…

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