Olá a todos,
Nos dias que se seguem estaremos a viver mais uma época festiva designada de Carnaval. Nesta altura, as pessoas que gostam de viver esta época, mascaram-se e transformam-se em outras pessoas. “É Carnaval, ninguém leva a mal”. Fazem-se traquinices, pregam-se partidas e há que levar as coisas com a maior das calmas e com a descontração que a época exige.
É caracterizada pelos carros alegóricos, onde se ridicularizam os problemas, questões actuais, políticos, leis, entre muitas outras coisas. Além disso, as pessoas dizem o que lhes passa pela cabeça. Os homens aproveitam para se vestir de mulheres, sem que lhes atribuam apelidos que, em qualquer outra altura, seriam alvos de zaragatas. As mulheres aproveitam para se vestir de forma mais ousada, mostrando uma faceta mais descontraída ou mais contida do que usualmente têm. Fazem-se os bailes de carnaval e, os mais aficionados, lutam por um prémio para a melhor e mais original caracterização.
Há caracterizações que duram anos nas mentes das pessoas, principalmente quando vêm de pessoas das quais não estavamos à espera. Refiro-me ao sucesso dum vestido verde (alguns saberão a quem me refiro) J que será para sempre relembrado com alegria.
Não é que seja grande adepta do carnaval. Aliás, a parte que mais gosto do carnaval é mesmo a da confecção da fatiota. Não a de pensar… isso dá-me voltas à cabeça. Mas depois de saberJ posso à vontade perder horas à volta da sua confecção.
Ontem mesmo passei um serão magnífico a confeccionar capas e máscaras, com o pessoal aqui de Espanha, para levar no Sábado a um baile que se vai realizar em Aveiro. Há sempre alegria numa coisa destas. Uma alegria contagiante e, por momentos, a mente esvazia-se e vive-se aquele momento J.
A caminho de casa, entre um pensamento e outro, surgiu-me uma ideia engraçada. Todos nós, no nosso dia a dia, usamos máscaras. Comportamo-nos de formas diferentes consoante a situação, mostramo-nos da forma que queremos dependendo do local e do momento que se vive. Deixamos que as pessoas vejam como nós queremos que elas nos vejam… A verdade é que, se num dado momento de um baile de Carnaval ou de um desfile ou do que seja, nos comportassemos exactamente da forma como somos, deixassemos cair a máscara, ninguém daria por isso. Seria o nosso disfarce de Carnaval, que não era mais do que nós mesmos da forma mais puraJ. É algo em que pensarJ.
Bem, mas o Carnaval leva-me de volta a Portugal e à minha cidade de coração Aveiro. Vou ver se consigo um tempinho para “refugiar-me” num dos meus sítios favoritos. Para esse local fica o meu pensamento de hoje.
A todos bom Carnaval e boas leituras.
Mar
Oh brisa que longe estás
Saudades tenho do teu toque.
Oh paisagem inagualável
Que minha mente esvazia.
Mar que histórias contas
De quem por ti navega.
Areia que tantos pisam,
Correndo,
Caminhando,
Apaixonando-se,
Vivendo histórias
Ou apenas recordando.
Razões para que te procurem
São muitas,
Pois calma como a que transmites
Só mesmo a tua…