Wednesday, February 28, 2007

Novamente triste o tempo

Olá a todos,

Depois de uns diazinhos em que o sol já aquecia o corpo e a alma, novamente Salamanca acordou com o chão molhado e a chuva miudinha a cair sobre a cidade. Por isso, o meu devaneio hoje é dedicado à chuva… Pode ser que, ao ser lembrada, decida que já é altura de partir durante uns tempos…

Chuva

Cais miudinha
Em solo seco ou já molhado.
Vens mansinha
Fingindo a ninguém incomodar.
Ignoras as corridas,
A pressa de ti fugir.
Ignoras os sorrisos,
De quem goza a tua chegada.
És desviada
Por objectos acolhedores,
És acolhida
Por quem parou para te apreciar.
Molhas nossas roupas,
A pele a descoberto,
Intervens em vidas
Que, por momentos,
Têm de se apressar
Ou de abrandar
Para de ti fugir.
Unes mais as pessoas,
Ou impedes encontros.
Entre o bom e o mau
Continuas o teu curso,

E, assim, existes na natureza…

Boas leituras a todos.

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Tuesday, February 27, 2007

Libertação

Sorri inocência
Com brilho no olhar…
Surpreende-te ingeniuidade
Perante as maravilhas que observas.
Conspurca-te pureza
Mancha o teu imaculado ser…

Mergulha no mundo
Com toda a sua podridão
Com toda a sua beleza…
Desce ao mais fundo poço,
Liberta-te de todas as amarras,
Perde-te por penosos caminhos
Renasce a cada passo que dás…
Sê infinitamente feliz
Sê incrivelmente LIVRE…

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Monday, February 26, 2007

O que é a verdade?

Olá a todos,

espero que todos tenham passado um fim-de-semana tão relaxante como o meuJ. No Sábado, tal como a minha mãe me costuma dizer, fui cultivar-me um pouco. Fui sozinha ao teatro, para espanto da minha senhoria e para meu agrado. Afinal de contas, não precisamos de companhia para apreciarmos silenciosamente boas actuações e retirar algumas elações do que vemos. Claro que gosto de partilhar uma opinião sobre o que se viuJ mas até isso aconteceu inesperadamente, no fim da peça. Para meu espanto haviam diversas pessoas sozinhas no teatro.
Assisti a uma peça de teatro intitulada “Así es (si así os parece)” de Luigi Pirandello. Digamos que a peça reuniu várias opiniões diversas, espalhadas pela rua ao sabor do vento, que se mostrava revolto nessa noite. Uns tinham gostado imenso, outros acharam que os actores estavam bem e o cenário também mas a peça era uma porcaria.
Na minha modesta opinião penso que os actores estavam fantásticos, o cenário genial, a história muito bem contada, mas penso que deram voltas demais para chegar a uma conclusão que desde início estava presente: nunca podemos conhecer a verdade das coisas.
Pois é, a peça rodava à volta deste tema: o que é a verdade. Havia pessoas que apenas acreditavam nas coisas se elas estivessem documentadas e comprovadas por órgãos superiores. Quando essas provas falhavam sentiam-se perdidas, desorientadas e sem saber o que fazer. Outras acreditavam com o coração, sem precisarem de provas, limitando-se a viver de acordo com o que pensavam ser a realidade. Viviam na sua ilusão tornada realidade e, quem sabe, na verdadeira realidade. Um dos intervenientes tinha pena consciência de que era impossível saber a verdade, na sua mais pura existência. Assim, vivia tranquilo, tomando para si o que ele pensava ter por certo.
Essa impossibilidade de se saber a verdade advém, segundo o autor, de haver diversos topos de verdades. Passo a explicar. O que é verdade para mim, o que eu vejo, sinto, sei e conheço pode ser loucura ou ilusão para outra pessoa. É muito improvável que duas pessoas, sendo seres diferentes e únicos, vejam o mundo à sua volta da mesma forma. Podem ter ideias comuns, podem partilhar de opiniões ou de objectivos. Mas haverá sempre visões diferentes, distintas formas de encarar certas situações.
Nós nascemos num mundo já construído, passamos por experiências diferentes das pessoas que nasceram antes de nós e das que vão ainda nascer. Ao longo do nosso crescimento é-nos ensinado o bem e o mal, construímos a nossa maneira de ser, baseado nas experiências pelas quais passamos. A forma como vemos as coisas e como as encaramos, para nós é real e verdadeira. No entanto, às pessoas que interagem connosco, por mais que nos conheçam e nos sejam próximas, há detalhes da nossa vida que lhes são desconhecidos. Assim, elas criam sobre nós uma visão, diferente de pessoa para pessoa (consoante se encontra mais próximo ou mais afastado de nós), que não deixa de ser real. Ou seja, para cada pessoa nós somos vistos da maneira que lhes parecemos. Se alguém disser algo para além da realidade que outra pessoa acredita, é tomado como mentiroso ou louco. Mas o que acontece não é loucura, apenas uma visão diferente.
Passamos pela vida e nem nós nos conhecemos realmente. Somos uma projecção do que cremos ser. Ouve-se muitas vezes dizer: “nunca pensei que fizesse isto”. Nesse momento, algo é acrescentado à nossa realidade. Não significa que já lá não estivesse, simplesmente não fazia parte daquilo que conhecíamos. Outra frase muito característica é: “não sei se sou capaz” com a resposta: “claro que és”. Aqui se encontra novamente a diferença de realidades/verdades. A pessoa que nos responde vê em nós algo que nem nós temos conhecimento de existir. Mas não significa que essa pessoa esteja enganada. Significa que as nossas realidades sobre algo, ou alguém, são diferentes.
Por mais transparentes que sejamos na nossa vida e com as pessoas que nos rodeiam, haverá sempre aspectos escondidos por nós, voluntária ou involuntariamente. Isso não faz de nós piores nem melhores, apenas somos diferentes. Somos um conjunto de experiências e vivências que nos vão mostrando como somos verdadeiramente. Apenas no fim da nossa vida podemos olhar para trás e ver que tipo de pessoa fomos, que erros cometemos, que segredos escondemos, que alegrias demos. Mas será sempre impossível transmitir isso a alguém, pura e simplesmente porque esse alguém já terá uma opinião de nós. O que lhe dissermos será considerado como devaneio ou, no melhor dos casos, será apreendido e compreendido de forma ligeiramente diferente da que pretendiamos. Isto porque quem nos ouvir já terá uma verdade formada sobre nós e assim, o que lhe dissermos, irá ser assimilado de acordo com essa verdade.

Bem por hoje não vos canso mais… É um pouco confuso eu sei, mas o que me coloca a pensar é que nunca conhecemos as pessoas, nem a nós mesmos, por inteiro. E isso é que torna interessante a vida e emocionante cada passo que damos. Porque cada passo é uma descoberta e a vida uma aventura a ser explorada ao máximo.

Boas leituras a todos…

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Thursday, February 22, 2007

Questões existenciais… ou nem tanto!!!

Olá a todos,

uma vez li que a melhor altura para se escrever era à noite, instantes antes de ir dormir. Segundo o que estava escrito, nessa altura o nosso pensamento é mais genuíno e acabamos por transpor, para o papel, ideias mais sinceras e mais claras.
Realmente tenho de concordar que, por diversas vezes, tive ideias (umas brilhantes outras nem tanto) instantes antes de adormecer :). Obviamente que depois de as ter quem é que consegue dormir!!! Eu pelo menos não, passo pelo menos mais uma hora a magicar como colocar em prática essas ideias ou então a formular melhor o que acabei de pensar :). Na manhã seguinte, além de sono tenho a nítida sensação que a ideia afinal já não é assim tão brilhante e tudo porque comecei a racionalizar mais as coisas…

Para mim, há outra altura do dia em que se torna promissor o que penso (opinião pessoal :)). Ocorre quando faço as minhas caminhadas da empresa até casa. Costumo dizer que demoro de 12min a 15min consoante o trânsito e o semáforo. Parece-vos tontice. Pois, então tentem percorrer a Calle Toro, ao fim de um dia qualquer da semana, sem que esbarrem em pelo menos duas pessoas. Eu bem tento, mas parece que há um íman que não se consegue evitar. Além disso, têm que se desviar constantemente de muitas outras - isto sim é uma verdadeira aventura. Mas eu gosto de toda esta movimentação, faz-me sentir viva. E depois o semáforo para os peões… bem esse acho que é igual em todos os lados por isso não vale a pena explicar.
Pois durante essas minhas caminhadas, que faço 4 vezes por dia, como imaginam tenho mais do que tempo para pensamentos geniais e outros nem tanto. Aqui vos deixo alguns dos meus mais loucos pensamentos.

Quando sais à rua e está o chão molhado e o céu enublado, podes pensar que esteve a chover. Mas podes realmente afirmar isso? Não, porque não sentiste nem viste a chuva cair.
Claro que nem tudo o que temos por adquirido nesta vida resulta de algum tipo de experiência pela qual passamos. Sobre isto tenho três histórias engraçadas. Uma delas vem no filme “Do cabaré para o convento II” e trata-se de uma cena em que uma das freiras vai dar uma aula de educação sexual. A turma desata a rir e pergunta-lhe como pode ela ensinar-lhes alguma coisa nesse campo. Ao que ela prontamente responde: “não preciso comer chocolate para saber que é doce”:). É uma boa analogia, a qual eu aplico imensas vezes quando me dizem que escrevo os meus devaneios porque devo estar perdidamente apaixonada :).
Outra situação passou-se com a minha mãe há uns anos quando dava aulas em Lisboa e tentou explicar aos seus alunos que uma galinha tinha penas. Todos ficaram chocados já que as únicas galinhas que conheciam eram as que vinham já embaladas no supermercado. O mesmo aconteceu com uma outra rapariga admiradíssima por o leite afinal não ter a sua origem naquele pacotezinho que tão bem conhecia, mas sim de uma vaca!!! Quem poderia crer numa coisa destas, o leite vir da vaca… :). Agora fora de brincadeiras, a verdade é que o que nos rodeia tem uma enorme influência no que somos, pensamos e na forma como agimos. Como diria a personagem Joey Tribiani da minha tão querida série Friends: “lá porque tu não conheces não quer dizer que não exista”. Nunca tal personagem falou tão bem.

Outra questão que me coloquei ultimamente foi: se uma pessoa esquecer deliberadamente (ou seja, sem que algum acidente lhe tire a memória) uma parte da sua vida significa que essa parte nunca aconteceu para essa pessoa certo? Então e para as pessoas que fizeram parte dela? Pode essa pessoa ignorar que a vida dessas pessoas aconteceu nesse espaço de tempo tal como ignorou a sua? Eu sei, eu sei, agora é que eu me passei de vez. Mas lá está, estou a escrever um tempinho antes de me ir deitar por isso tenho desculpa… ou não.

Bem por hoje chega de devaneios meios loucos.

Boas leituras a todos.

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Wednesday, February 21, 2007

Lembranças


A tua música
Meu coração palpita…
Os teus cheiros
Ainda estão em mim…
A tua magia
Faz-me ir em busca de ti…

Quero viver-te
Quero regressar a ti.
Voltar ao local
Onde em lágrimas me apartei,
Onde tudo foi tão simples e puro,
Onde vivi, aprendi, conheci
E, por fim, me enamorei de ti…

A promessa está feita,
No mar está o cordão
Que me liga,
Que sempre me ligará,
Ao lugar onde me perdi…

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Tuesday, February 20, 2007

Ressaca de carnaval

Olá a todos,

Hoje vou escrever pouquito, para variar. Vou apenas relatar por alto o meu fim de semana carnavalesco.
Este foi, sem dúvida, um fim de semana muito completo pois deu para tudo e mais alguma coisa. Deu para ter coisas más, coisas boas, coisas que te deixam boqueabertas pela negativa e pela positiva.
Deu para descansar, para cansar, para viver, para desaparecer do mundo… Até para tirar um ensinamento deu, vejam lá.
E é com ele que termino, ressacando de um fim de semana em que o saldo foi positivo e, apesar de tudo, equilibrou um pouco a minha vida.

“Os amigos são aqueles que descem ao fundo do poço para te ir buscar enquanto as outras pessoas apenas passam e olham a lamentar a tua queda”.

Eu prometo que depois ponho aqui algumas fotos.

Boas leituras a todos.

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Friday, February 16, 2007

Carnaval

Olá a todos,

Nos dias que se seguem estaremos a viver mais uma época festiva designada de Carnaval. Nesta altura, as pessoas que gostam de viver esta época, mascaram-se e transformam-se em outras pessoas. “É Carnaval, ninguém leva a mal”. Fazem-se traquinices, pregam-se partidas e há que levar as coisas com a maior das calmas e com a descontração que a época exige.

É caracterizada pelos carros alegóricos, onde se ridicularizam os problemas, questões actuais, políticos, leis, entre muitas outras coisas. Além disso, as pessoas dizem o que lhes passa pela cabeça. Os homens aproveitam para se vestir de mulheres, sem que lhes atribuam apelidos que, em qualquer outra altura, seriam alvos de zaragatas. As mulheres aproveitam para se vestir de forma mais ousada, mostrando uma faceta mais descontraída ou mais contida do que usualmente têm. Fazem-se os bailes de carnaval e, os mais aficionados, lutam por um prémio para a melhor e mais original caracterização.

Há caracterizações que duram anos nas mentes das pessoas, principalmente quando vêm de pessoas das quais não estavamos à espera. Refiro-me ao sucesso dum vestido verde (alguns saberão a quem me refiro) J que será para sempre relembrado com alegria.
Não é que seja grande adepta do carnaval. Aliás, a parte que mais gosto do carnaval é mesmo a da confecção da fatiota. Não a de pensar… isso dá-me voltas à cabeça. Mas depois de saberJ posso à vontade perder horas à volta da sua confecção.
Ontem mesmo passei um serão magnífico a confeccionar capas e máscaras, com o pessoal aqui de Espanha, para levar no Sábado a um baile que se vai realizar em Aveiro. Há sempre alegria numa coisa destas. Uma alegria contagiante e, por momentos, a mente esvazia-se e vive-se aquele momento J.

A caminho de casa, entre um pensamento e outro, surgiu-me uma ideia engraçada. Todos nós, no nosso dia a dia, usamos máscaras. Comportamo-nos de formas diferentes consoante a situação, mostramo-nos da forma que queremos dependendo do local e do momento que se vive. Deixamos que as pessoas vejam como nós queremos que elas nos vejam… A verdade é que, se num dado momento de um baile de Carnaval ou de um desfile ou do que seja, nos comportassemos exactamente da forma como somos, deixassemos cair a máscara, ninguém daria por isso. Seria o nosso disfarce de Carnaval, que não era mais do que nós mesmos da forma mais pura
J. É algo em que pensarJ.

Bem, mas o Carnaval leva-me de volta a Portugal e à minha cidade de coração Aveiro. Vou ver se consigo um tempinho para “refugiar-me” num dos meus sítios favoritos. Para esse local fica o meu pensamento de hoje.

A todos bom Carnaval e boas leituras.
 

Mar

 

Oh brisa que longe estás
Saudades tenho do teu toque.
Oh paisagem inagualável
Que minha mente esvazia.
Mar que histórias contas
De quem por ti navega.
Areia que tantos pisam,
Correndo,
Caminhando,
Apaixonando-se,
Vivendo histórias
Ou apenas recordando.
Razões para que te procurem
São muitas,
Pois calma como a que transmites
Só mesmo a tua…

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Thursday, February 15, 2007

Lutar pelo que se ama

Olá a todos,

Ontem estive a ver o filme “Diário da nossa paixão” e, mais uma vez, me apercebi porque me emociona tanto esta história.
Para quem não conhece, trata-se de uma história de amor entre duas pessoas, que permanece ao longo dos tempos. Na sua velhice ela, que sofre da doença degenerativa Alzheimer, já não reconhece o seu companheiro de uma vida. A maneira que ele encontra para fazer com que ela tenha, mesmo que por breves instantes, conhecimento da vida que passaram juntos é ler-lhe todos os dias um diário. Nele está descrita a forma como o amor entre eles começou, as dificuldades por que passou até finalmente estarem juntos para a vida.
Banal? Sim, é verdade. Mas surpreendam-se ao saberem que esta é uma história verídica. Este grande amor e dedicação existiu. Nicholas Spark apenas a imortalizou em alguns dos seus livros. Sim, é verdade, porque após a morte da mulher e, dada a adoração que ela tinha pelas aves, ele passau o resto dos seus dias em passeios pelo lago junto com as gaivotas e os cisnes.

Penso que é maravilhoso que histórias assim ainda existam. Que ainda haja pessoas que, tal como a personagem masculina diz: “sei que o meu nome não será recordado, nem terei nenhuma estátua em minha homenagem. Mas num aspecto eu tive um êxito tão glorioso como qualquer outra pessoa: amei alguém com todo o meu coração e toda a minha alma e, para mim, isso sempre bastou”.

É incrível e admirável quem luta pelo que ama, com todas as suas forças. Nisto refiro-me não só a amor entre pessoas. É igualmente admirável quem luta por um sonho e por um objectivo, quem ama um projecto de vida com todas as suas forças que faz com que ele se realize e que, mesmo passando pelos mais adversos obstáculos, nunca desiste. Só assim a vida tem sentido, quando nos entregamos a alguém ou a algo com todas as nossas forças e toda a nossa dedicação. Não falo em obseção, falo numa dedicação que se contenta com efémeros instantes de reconhecimento, mesmo que depois a luta continue e se volte quase à estaca zero. O importante é nunca desistir.

Vejam o filme e consigam retirar o maior número de sensações e exemplos de vida possíveis.
Há ainda outros aspectos que me fazem gostar deste filmes. Entre eles estão a música, as paisagens e as aves. A estas últimas lhes dedico o que a seguir se segue.

A todos boas leituras.

Bird

Tu, que conheces o mundo
De um ponto de vista tão superior…
Tu que segues, ao sabor de uma brisa maior
De um voo mais alto,
De uma liberdade que é tua…

 

Como invejo a tua liberdade,
O teu poder de independência,
A tua capacidade de
Em gestos ágeis, percorreres o mundo,
Conheceres várias vidas,
Decidires o teu destino,
Escolheres o teu porto,
Por um dia,
Por algumas horas,
Ou por instantes céleres…

Como invejo essa tua inocência,
De acreditares
Que podes percorrer as maiores distâncias
Sem que te parem,
Sem que te importunem,
Sem a obrigação de voltar…

Como invejo essa tua destreza,
Inteligência nata,
Que te faz sobreviver,
Sem amarras, sem dependências,
Sem tempos, sem cuidados…

És lindo, são lindos todos os teus,
Esses que nesta manhã,
Em que me encontro com as minhas amarras
Com os meus deveres e cuidados,
Não abandonam a minha janela,
Exibindo a sua beleza,
A sua destreza,
Enfim, a sua LIBERDADE…

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Wednesday, February 14, 2007

Vem ter comigo

Vem ter comigo na noite,
Onde o luar nos abraça
E as estrelas testemunham o nosso amor.

Vem ter comigo na praia,
Onde a areia envolve nossos corpos
E o mar nos toca
De ciúmes dos nossos beijos.

Vem ter comigo em qualquer lugar
Pois são teus braços que me envolvem
Teu corpo que me protege
Teus beijos que me assistem
Teu amor que me aquece.

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Tuesday, February 13, 2007

Visão computacional

Olá a todos,

Para que não digam que abomino computadores e tudo o que tem a ver com a tecnologia, cá vai o meu devaneio dedicado inteiramente aos computadores :) Desta vez é que me passei mesmo.

Olho e não percebo.
Palavras que
Nada me dizem…
Valores que
Nenhum sentido fazem

E aí…
Converto-os,
E logo a imensidão
E vasta classificação que lhes dou
Ganha um novo sentido,
Um significado nunca dantes imaginado.

De repente tudo tem sentido,
A minha codificação binária
Dá uma dimensão
Aqueles símbolos que em mim
Nenhuma emoção provocavam.

De repente vejo claramente,
Histórias de amor,
Cartas de Doutor
Aflições, dúvidas, questões…
Tudo parece ter sentido.

E novamente,

Num outro local e tempo,
O processo se inverte
E novamente os símbolos,
Sem sentido para mim
Terão sentido para quem os lê…

 

Boas leituras.

 

 

 

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