Wednesday, April 25, 2007

O fim

Nem acredito que acabou…
Como pude ter-te em meus braços,
E deixar-te fugir…
Como irei olhar-te agora
Sem te poder beijar.
Sentir-te perto
Sem te poder tocar.
Como irei preencher
O vazio que deixaste,
Onde encontrarei
A paz que contigo foi…
Teus olhos,
Teus lábios,
Teu corpo,
Tudo levaste…
Apenas angústia e saudade deixaste
E agora, à solidão terei de voltar…

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Tuesday, April 24, 2007

Tranquilidade

Refugiei-me em teus braços,
Procurando a calma
Há muito perdida…
Consegui apaziguar meu corpo,
Minha mente e minha alma.
Encontrei-me num estado de apatia,
Aninhada em busca da paz…
Carinho que me fugiu
Novamente regressou a mim.
Recuperei minhas forças,
E isso devo a ti…

 

 

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Thursday, April 19, 2007

Please, Exist

Olá a todos,

aceitando uma “aposta” de um amigo, pedi-lhe um tema para divagar por este cantinho. Este tipo de coisas tornam-se perigosasJ já que da cabeça humana pode sair qualquer coisa. Felizmente tive algumas opções de escolha e pareceu-me razoável a que aceitei.

Pois então cá vai. O assunto é a foto aqui do lado. A primeira vez que a vi, pareceu-me um apelo à existência de alguém que nos complete e que partilhe connosco um olhar, um sorriso, uma ideia comum, enfim até mesmo uma vida. Realmente é algo que a maior parte das pessoas anseia. Umas não pensam muito no assunto e encontram essa cumplicidade facilmente. Outras há que não pensa de todo e nem se preocupam em tê-la. Depois há aquelas pessoas que passam a vida esperando pela existência do que, para elas, é o ideal, ignorando completamente o que se passa à sua volta.
A todos nós, a vida proporciona encontros e momentos que podemos aproveitar e agarrar com todas as forças ou podemos simplesmente continuar a esperar para que haja algo melhor ao virar da esquina. Por vezes atiramos o que queremos fora porque não soubemos avaliar, nesse momento, que era o que realmente procurávamos. Só quando perdemos as coisas, lhe damos o devido valor. É uma grande afirmação e muito verdadeira também. Há pessoas que passam pela nossa vida, que convivem connosco e com as quais partilhamos momentos, mas que por vezes não nos apercebemos do quão importantes eram para nós até que se tenham ido embora. E quando saem da nossa vida, damos conta que ficou um vazio bem maior do que imaginávamos.

Estarmos atentos é algo que aprendemos ao longo da vida. Educamo-nos nesse sentido. É pena, por vezes, que tenhamos de perder tanto para aprendermos a estar atentos. Mas mais vale tarde que nunca e o pior é quando nunca aprendemos a prestar atenção.

Mas a foto também me provoca outros pensamentos. Se a observarmos e considerarmos que as duas imagens são iguais, apenas estão invetidas, pode dizer-se que uma é o espelho da outra. Assim, a frase toma um outro sentido. Parece alguém a apelar para ser notado, para que exista para as outras pessoas. Por vezes sentimo-nos tão invisíveis para as outras pessoas que é como se não existíssemos. Então, para que não deixemos de existir por completo temos de ter uma grande força dentro de nós que nos “chame à realidade”. Podemos ser invisíveis para muita gente, mas há sempre alguém que notará a nossa ausência, os pequenos detalhes de vidas partilhadas. Seremos sempre importantes e necessários nem que seja para um única pessoa. Porque todos temos o “nosso papel” neste pequeno mundo e quando desistimos de o interpretar, a peça fica incompleta e perde um pouco o sentido.

Bem, espero que tenha dado para cumprir a “aposta”. Espero também que tenha dado para reflectir. Aguardo reflexões vindas de quem quiser pronunciar-seJ

Boas leituras.

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Wednesday, April 18, 2007

Ficava contigo…

Ficava contigo
De coração aberto
De pensamento livre…
Ficava contigo
Na partilha de momentos
No aconchego dos teus braços…
Ficava contigo
Sem pensar no amanhã
Sem pressões, angústias…
Ficava contigo
Deixando passados
Deixando objectivos…
Ficava contigo
Sem duas vezes pensar,
Apenas eu e tu,
Sem ser preciso implorar…

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Tuesday, April 17, 2007

Mudanças

Como muda a vida…
Passa o tempo a uma velocidade vertiginosa,
Nem damos por nós a mudar,
A viver, a crescer.
Mudam os sonhos,
Alteram-se os objectivos,
E tudo se desenrola subtilmente…
Olhamos para trás,
Já tanto aconteceu,
Tantas transformações,
Visíveis ao olhar e ao sentimento…
Tantas pessoas que passaram por nós,
Tantas amizades que ficaram e partiram,
Tanta cumplicidade ganha e perdida…
Mudam as conversas,
As preocupações,
O sentido que nos damos…
Mudamos nós e o que nos rodeia,
E no fim damos conta
Que somos uma mistura
De todos os momentos da nossa vida
E de todas as mudanças já feitas…

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Thursday, April 12, 2007

Concerto mágico

Olá a todos,

ontem tive um momento mágico na minha vida que gostava de partilhar. Fui assistir a um concerto de um violinista clássico com um grande artista de guitarra espanhola (toca flamenco). A combinação, que à primeira vista pode parecer absurda, é simplesmente fabulosa.

Eu sou sincera, violino não me apaixona propriamente. Foi mais pela parte do flamenco que fui assistir ao concerto. No entanto, além desses dois grandes artistas, Ara Malikian – violino - e José Luis Montón – guitarra espanhola, estavam em palco mais três: um que tocava contrabaixo – Miguel Rodrigañez, outro tratava de toda a parte de percussão – Jorge Tejerino e ainda uma cantora – María Berasarte, na minha opinião, excelentes todos eles.


A verdade é que a música me prendeu de tal forma que o tempo passou a voar. Não foi só a mim porque eles tiveram de regressar duas vezes para tocar mais. Nunca me tinha sentido tão “presa” à música e a toda a magia que estava em palco. Cada momento preparado ao pormenor. A delicadeza com que Jorge Tejerino pegava em cada uma das peças da percussão e as fazia encaixar nos tempos devidos. Movimentos simples, mas que faziam toda a diferença.

 

A musicalidade, destreza, enfim, o dom que  Ara Malikian tem, faz-nos amar o que se ouve logo desde as primeiras notas. Garanto-vos que ouvi duas melodias diferentes ao mesmo tempo, tocadas por ele naquele violino. Parecia irreal, mas estavam ali. Além disso, ele vivia tão intensamente o que tocava que por várias vezes saltou na sua cadeira, elevou os pés para os pousar frenéticamente, enfim, todo ele era expressão e emoção.

E a forma como José Luis Montón encaixava na perfeição nos tempos devidos e fazendo com que a melodia tivesse todo o sentido… indescritível.

Para mim todo o concerto foi magia e emoção. Saí de lá a querer comprar o CD. Se estivesse à venda cá fora comprava mesmo. No entanto, tenho de reconhecer dois momentos altos dos concerto (na minha opinião). Um deles foi quando tocaram “Estranha forma de vida”, um fado de Amália Rodrigues. Confesso que temi que estragassem o fado. Não os músicos, esses já tinha visto do que eram capazes, mas foi cantado pela artista José Luis Montón, que é espanhola. Confesso que estava um pouco céptica em relação a como iria soar o fado cantado em espanhol. Bem… qual não é o meu espanto quando oiço o fado cantado em bom português. Ah pois é! Se tivesse entrado naquele momento no teatro pensaria que se tratava de uma artista portuguesa. Excelente, mesmo, até me emocionei.

Depois o outro momento muito bom foi a penúltima música (era para ser a última mas o público não deixou). Eu conheço a música mas, até agora, não descobri de onde. É magnífica e realmente a combinação dos dois instrumentos principais, esteve no seu melhor.


Enfim, foi um serão muito bem passado. Fui para casa com a alma leve mas preenchida. Hoje li no jornal, de manha, que têm vindo a utilizar a música como forma de ajudar na cura de crianças nos hospitais. Periodicamente fazem concertos ao vivo de vários tipos de música. Segundo a notícia, a experiência já tinha dado os seus frutos.

E realmente, como pode não dar. É uma forma bem agradável de nos transportar para locais diferentes e de nos alegrar a vida. Sinceramente não imagino, nem quero, a minha vida sem música. É a única coisa que gosto em todos os momentos da minha vida, pois a sua diversidade permite isso.

Boas leituras para todos.

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Wednesday, April 11, 2007

Ambiente

Olá a todos,

hoje vou escrever sobre um assunto que está finalmente em voga e que começa a preocupar um maior número de pessoas: a mudança do clima. Claro que todos sabemos que se deve à imensa poluição que todos nós fazemos no nosso dia a dia. Sabemos também que o facto de andar a “saltar” estações do ano, estando quase limitados ao inverno e ao verão, é já uma realidade. Mas o que fazemos nós? Provavelmente muito pouco.

Aqui em Espanha começaram a transmitir, nas televisões, pequenos anúnicos com a intenção de alertar que o tempo está a mudar. No fim aparece mesmo o slogan: “quantas primaveras ainda teremos?”. Dá que pensar. Ou pelo menos daria que pensar, caso estes pequenos excertos, antes de começar uma série, um programa ou um filme, fossem um pouquinho mais demorados. A sorte é que passam várias vezes ao diaJ. Eu confesso que, as primeiras vezes, nem percebi o que era aquilo, de tão rápido que passou. Julguei ser mais uma publicidade. Podia dizer-se que sou lenta, ou que é pelo facto de ainda não compreender bem o espanhol, mas a verdade é que mesmo as imagens passaram a 100 à hora. Já é um avanço que se coloquem os anúncios. Tenho a certeza que daqui por uns anos (pelo andar da carruagem) serão mais lentos e alertarão melhor as pessoas.

Eu tento fazer os possíveis para diminuir a poluição. Ando sempre a pé (menos quando me desloco a Portugal) e tento reciclar o máximo possível. Quanto à reciclagem, é uma luta com a minha senhoriaJ. Por exemplo, eu lá vou lavando os pacotes do leite e ponho-os a secar um bocado antes de os levar para o caixote das embalagens. Quando vejo os pacotes dela faço o mesmoJ. Mas depois é uma comédia. Eu tiro os pacotes dela do lixo, lavo e ponho a secar. Só no fim-de-semana é que os levo para reciclar. Então, quando lhe dá na cabeça, vê lá os pacotes e volta a colocá-los no lixo. E lá vou eu tirá-los de novoJ… é uma luta. Mas pronto.

Penso que as pessoas ainda não estão muito cientes que a mudança no clima não vai afectar apenas as gerações vindouras, mas que já nos está a afectar. Claro que os primeiros, a ressentirem estas mudanças, são os animais. Leva à extinção de uma quantidade considerável de espécies que, apesar de não notarmos a curto prazo, a longo prazo veremos a falta que nos fazem. Além disso, hoje em dia já sofremos bastantes consequências destas alterações: inundações de grandes proporções, deixando as pessoas sem casa e muitas mesmo sem vida; secas que também provocam a morte a muitas pessoas, incêncios destruindo ainda mais a natureza, entre outras coisas; furacões e muitos mais “desastres naturais” fazem com que as pessoas, quando podem, tenham de começar tudo do zero. Dá que pensar, penso eu…

Bem, como não sou uma entendida na matéria deixo aqui dois sites, sobre uma mesma organização: Greenpeace. Quem perder um pouquinho do seu tempo a ver o video que está no primeiro link, penso que será impossível não se sensibilizar para esta causa: ajudar a salvar o nosso “ninho”, o nosso “cantinho”, o local onde crescemos, experiênciamos, sentimos, amamos, enfim, o planeta que nos acolhe e que nos deixa viver.

Deixemos também nós viver este planeta.

Links:

http://www.greenpeace.org.br/clima/filme/home/

http://www.greenpeace.org/international/

Ainda vos deixo mais um link que, acidentalmente descobri, e que está bastante porreiro. Parece uma página de erro mas está muito bem conseguido:

http://www.greenpeace.org/internacional

Boas leituras a todos.

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Wednesday, April 4, 2007

Ausência

Tem noites,
Que é insuportável
A tua ausência…
O último adeus,
As palavras trocadas,
O beijo da despedida,
Tudo me assalta à mente…
Invade meu corpo
Uma solidão dolorosa,
Sinto na minha alma
Um vazio mortal…
Busco, sem te encontrar,
Neste leito vazio,
Grande demais só para mim…

Posted by Butterfly at 11:22:29 | Permalink | Comments (2)

Tuesday, April 3, 2007

Moçambique

Olá a todos,

Faz agora dois anos estava eu numa terra linda, a viver uma semana inesquecível e que me marcou imenso. Estava em Maputo e nem sei como vos descrever todas as sensações que experimentei. Foi também nessa altura, que comecei a escrever cada vez mais e a deixar voar o meu pensamento.
Aqui vos deixo o resultado da minha vivência por aquela terra maravilhosa.

Boas leituras a todos.

Uma visão de Maputo…

Rostos marcados
Por uma vida que lhes foi madrasta…
Sorrisos que escondem lágrimas;
Olhos tristes,
Profundos e imensos.
Escuros pelo sofrimento,
Claros pela esperança.
Corpo no hoje
Alma no ontem
Sem nada para o amanhã…

Vidas no limite
Entre o belo e a amargura
Entre a saudade e a esperança.
Entre a harmonia e a agitação,
De cores, pessoas, vegetação…

Gostos incomparáveis,
Sabores que nos fazem planar…
Elevando-nos às nuvens,
Permitindo-nos tocar no céu
E bailar com os anjos
Ao som de uma melodia,
Que não invade apenas os ouvidos,
Mas apodera-se de todo o teu ser…

Paisagens…
Ai paisagens…
Cenários que só se sonham,
Imagens que não nos atrevemos a imaginar
Sentimentos que emergem,
Vontades que se soltam,
Vidas que se transformam,
Rostos que se iluminam,
Corpos que planam,
Sem nem querer saber o seu destino…

Pessoas amáveis,
Que na sua vida tão simples,
Acolhem quem lhes sorri…
Abraçam quem lhes dá um olhar
Apaixonam quem as ouve.
Pessoas que não te vêm
Olham-te, sentem-te
Recebem-te como ninguém.

De onde vens?
Para onde vais?
Não importa…
Estás aqui e
Aqui ficarás,
Ainda que não presente…

Perfeição…
Imperfeição…
Harmonia…
Turbulência…
Alegria…
Tristeza…
Um misto,
O limite entre tudo, entre nada
Algo que prende,
Algo que envolve,
Onde nos perdemos,
Onde deixamos de nós
Onde finalmente…
Temos a nossa saudade…

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