Wednesday, June 27, 2007

Saudades de ti

Sinto a tua falta,
Do brilho e calor em teu olhar
Do aconchego dos teus braços,
Do carinho dos teus gestos…
Saudades tenho,
Dos momentos em que apenas nos olhávamos
E, sem falar, a um entendimento chegávamos.
Sabia-te de cor
Mas não soube manter-te a meu lado…
Outros vieram,
Em meu corpo tocaram,
E por momentos em minh’alma também.
Mas a lembrança de ti foi mais forte
Permanece em mim a sensação do teu toque
E todo o sentimento que contigo partilhei.
É difícil recomeçar
Com tua presença em todo meu ser,
Doi demais saber que terei de avançar
Pois é certo que nunca mais te voltarei ter…

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Tuesday, June 26, 2007

Resultado do passeio

Olá a todos,

Pois tal como prometido vou relatar aqui o meu passeio como turista pelas ruas de Salamanca. Encontrei a rãJ, também agora que já sabia onde estava não era complicado, mas não encontrei o astronauta. Ao que parece procurei na fachada errada. Mas nada que não se solucione com outra visita à catedral que, sinceramente, não é nenhum sacrifício, nada mesmo. Se não conhecem maravilhem-se com as fotos. 

   

O astronauta não vi, mas encontrei um conjunto de criaturas muito “patuscas” que partilho aqui com vocês. O meu preferido  é o primeiro, é tão fofo.

 

 

Além disso, seguindo pelas traseiras da catedral, encontramos um jardim que me apaixonou desde o primeiro dia que o visitei. Torna-se obrigatório (ou quase) mostrá-lo a quem me visita e ir eu mesma passear ali quando estou cá aos fins-de-semana. É um recanto muito romântico, projectando o jardim onde as personagens Calixto e Melibea, da obra La Celestina de Fernando Rojas, se encontravam.

A história podia ser bem mais romântica, a meu verJ, mas ao que parece é mais uma advertência e uma tentativa de mostrar as diversas faces e formas de amor.
http://es.wikipedia.org/wiki/La_Celestina

Tenta repreender o amor vivido loucamente, advertindo que algo de mal sempre surge dessa loucura. Retrata dois tipos de amor: o carnal e o material. O carnal vivido pelas personagens Calixto e Melibea e o material vivido pela Celestina e pelos empregados de Calixto que apenas vêm a recompensa e não medem os meios para atingirm os fins.

Logo à entrada, do lado esquerdo, está a estátua da Celestina. O jardim é composto por diveros recantos e por uma vasta vegetação. Este fim-de-semana descobri ainda outro motivo para me ter “apaixonado” por este jardim, que é o que retrata a seguinte foto.


 

 

Pois é, Coimbra sempre também no meu coração e na minha vida.

Bem, culminei o meu passeio com uma ida para casaJ e duas bolhas nos pésJ já que, como não resisto a um raio de sol, decidi calçar sandálias após meses de sapatos e botasJ.


Bem, espero que tenha aberto um pouquinho o apetite para conhecerem esta cidade. Acreditem que vale a pena.

Boas leituras para todos.

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Friday, June 22, 2007

Fim-de-semana

Olá a todos,

Hoje é SEXTA-FEIRA J. Fim-de-semana à porta e finalmente o sol resolveu dar um ar da sua graça. Prevejo um fim-de-semana de passeio, ou talvez não. Isto porque esta semana decidi tornar-me uma pessoa muito saudável e inscrevi-me no ginásio, apesar das dúvidas de quem me rodeia. Mas a questão é que, quando eu ponho uma coisa na cabeça, há poucos que me conseguem demover de a fazer. Assim, lá fui eu e obviamente o meu corpinho, há meses em descanso. Claro que o resultado é umas quantas dores musculares, adormecer às 22:30 e dormir um soninho abençoado todas as noites da semana. Como se não bastasse resolvi ir todos os dias… eu sei… não cabe na cabeça de ninguém. Descansei ontemJ porque sentei-me no sofá quando cheguei a casa e já não me mexi maisL. Diretinha para a cama depois de um banho relaxante que acalmou um pouco os meus músculos.
Por isso, sejam responsáveis (coisa que não fui) e quando começarem a trabalhar o corpinhoJ comecem aos poucos. É o que eu vou fazer depois de recuperar as energias no fim-de-semana.
Bem, mas eu não sou de ficar quieta muito tempo. Aliás, é engraçado, quanto mais coisas fazemos mais queremos fazer. É uma espécie de actividade puxa actividade. A verdade é que esta semana não só ia ao ginásio como chegava a casa e punha-me a fazer uma qualquer tarefa doméstica, ou arrumar o quarto, ou lavar e passar a roupa, ou o que fosse… O contrário também acontece. Quanto menos fazemos menos queremos fazer. Ficamos numa espécie de melancolia em que não nos apetece “mover uma palha”.
Mas, reunindo o que escrevi anteriormente, não sou de ficar parada e o tempo puxa a um passeio. Assim, vou pegar na minha máquina e investigar um mistério já resolvidoJ mas que tem a sua graça. Vou em busca do astronauta. Ok, ok, eu explico, não vão vocês pensar que o exercício me afectou de forma negativa a menteJ


É que aqui em Salamanca a catedral principal tem na sua fachada um astraunauta. Ao que parece, quando restauraram a catedral, aqui à uns anos atrás, num espaço deixado pela erosão com o passar dos anos, o restaurador decidiu colocar lá um astronauta. Alguns dizem que em memória do homem ter chegado à Lua, outros entendem como uma forma de deixar um marco na catedral sobre algo relacionado com o século XX. Além deste símbolo, juntaram também um macado (por muitos identificado como um diabo) a comer um gelado e também uma cegonha. As opiniões divergem em saber se deveria ter-se feito tal alteração. Mas segundo alguns, o facto da catedral ter sido construída ao londo de dois séculos, sendo por isso uma junção de vários estilos que foram surgindo durante esse tempo, permite que na sua reconstrução se coloque um “toque” de um novo século. 
 

Outra das coisas que não passa deste fim-de-semana é ver a rã em cima da caveira na fachada da faculdade. E pelos vistos muitos outros símbolos, que depois eu coloco aqui fotos. Ao que parece Salamanca está cheia de humor em fachadas, adornos e por aí fora. Por isso, mais uma vez vou armar-me em turista e, de máquina em punho, nem o cansaço me vai impedir de investigar cada pedacinho das fachadasJ.


Espero que tenham todos um bom fim-de-semana, esperemos de sol e calor já que o verão já chegou.

Boas leituras a todos.

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Thursday, June 21, 2007

Queria-te aqui

Queria-te aqui
Não por capricho mas por mimo…
Queria-te a meu lado
Não por obrigação mas por puro prazer…
Adormecer cansada em teu peito,
Acordar com teus beijos…
Deixas meu corpo a palpitar,
Toda eu tremo pensando no reencontro,
Imaginando-me unida a ti
Numa fusão de loucura e saudade,
Tentando matar todo o desejo
Que apenas vai aumentar, sem nunca se saciar…

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Tuesday, June 19, 2007

Sinais

Não sei o que aconteceu
Não entendo o que mudou.
Sei que naquele momento
Meu coração disparou,
Meu corpo aqueceu,
Minha face corou…
Apenas um toque teu
Uma carícia, um olhar…
Também tu estavas diferente,
Teu rosto estava transformado…
Nossos olhos encontravam-se
Mas de novo se afastavam…
Era o medo de reconhecer,
Nenhum de nós o queria dizer…
Foi intenso aquele momento,
Não de loucura ou de apenas prazer
Algo mais estava entre nós,

No pequeno espaço entre nosssos lábios…
Abracei-te de modo distinto,

Com mais intensidade,

Para que de mim não pudesses fugir…
Olhei-te de novo e um aperto me invadiu,
E de repente eu soube,
Não com a razão mas com o coração,
Não porque era lógico, mas porque era sentido…
Algo em mim tinha mudado
E então tudo ficou claro
Estava a apaixonar-me por ti…

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Thursday, June 14, 2007

Tempestade

Teus sons despertam meu ser,
Tua beleza encanta meu olhar.
Olho-te maravilhado
Qual menino a descobrir a vida…
És temor dos que aí fora estão,
És beleza de quem protegido te admira…
Desta janela virada ao mar
Tua luz ilumina meus pensamentos,
Minha imaginação voa,
Tudo ao meu redor sucumbe
À existencia do espetáculo que promoves.

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Wednesday, June 13, 2007

Poema em conjunto

Olá a todos,

No outro dia, numa das “conversas filosóficas” que costumo ter com um amigo meu, começaram a surgir frases soltas que decidi convertê-las em poema, ou tentativa de… J A verdade é que a sua construção foi deveras engraçada. Ele teimava em levar o poema para a tragédia/comédia e eu a apelar ao sentimento.
Vou aqui descrever mais ou menos como foi o desenrolar da situação e o resultado final.

As duas primeiras frases que surgiram, uma de cada um de nós foram:

“Ali naquela estrada está quem nesta esquina me deixou
Seguiu o seu caminho e ao abandono me entregou”

Gostei tanto que pedi-lhe que continuasse a divagar e este foi o resultado:

“aqui me pendurei… no lampião da estrada
aqui fiquei a ver… a minha ex-amada”

Estava um bocadito dramático e então alterámos um bocadinho (grande) o rumo:

“Destroçado fiquei ao ver-te partir
Sabendo que não te podia seguir.
Sem saber que caminho trilhar,
Dei por mim a pensar
Nos momentos partilhados,
Nas palavras ditas,
Nos olhares por nós trocados…”

Novamente a intervenção puxou ao dramatismoJ mas com um certo sentido de humorJ:

“sinto o coração nas goelas…
não consigo respirar
estou-me a ir abaixo…
estará o lampião a abanar

AI QUE ME DÓI!!!”

Mas, depois de algum esforço para tentar que não saíssemos dos carrisJ lá terminámos o poema e o resultado final foi:

“Ali naquela estrada está
Quem nesta esquina me deixou.
Seguiu o seu caminho
E ao abandono me entregou
Destroçado fiquei ao ver-te partir
Sabendo que não te podia seguir.
Sem saber que caminho trilhar,
Dei por mim a pensar
Nos momentos partilhados,
Nas palavras ditas,
Nos olhares por nós trocados…
Agora resta-me virar a esquina,
E a página do livro
Onde escremos a nossa história.”

Outro dilema foi encontrar o título para o menino criadoJ. Mas após quase dois meses de vida, conseguimos registar a criança pelo nome de “Recomeçar”.

Adorei a construção deste nosso devaneio. Na tua timidez encontras sempre um jeitinho brincalhão de soltar o que escondes. Tem sido uma boa construção de amizadeJ.

Espero que tenham gostado.

Continuação de boas leituras.

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Monday, June 11, 2007

Loucura minha

Ai loucura minha
Ai momentos que o mundo ignorou…
Que cansaço bom,
Que felicidade e paz,
Que ternura em teus olhos vi…
Meiguice em teus gestos,
Carinho em teus beijos,
Desejo em nossos corpos…

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Friday, June 8, 2007

Queda

Voltei a começar…
Novamente desilusão.
Deixei-me voar…
A meio fiquei sem asas.
Estendi a mão,
Mas no chão encontrei meu apoio…
Outra vez só
Sem crenças,
Sem esperanças,
Sem quereres…
Melhor não voltar a tentar?
Mas então porque não consigo
Deixar de gostar de voar?…

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Tuesday, June 5, 2007

O olhar

Olá a todos,

Hoje vou escrever sobre o olhar, os seus significados e a sua importância.
Para tal, apoio-me num estudo feito sobre o olhar nas suas variadas formas e maneiras, do qual retirei alguns excertos.

“… o olhar é uma forma de expressão das emoções, podemos ler no rosto das outras pessoas sem as olharmos nos olhos, mas quando os olhos se encontram, não sabemos somente como se sente o outro, mas também que ele sabe que nós conhecemos o seu estado de ânimo…”

Aqui encaixa perfeitamente a frase “o olhar é o espelho da alma” ou “os olhos são o espelho da alma” (já vi as duas). Eu prefiro a primeira, porque sou também da opinião que o olhar não é algo estático, um ponto em concreto, tal como são os olhos. É algo mais profundo, mais completo e mais abstrato do que isso.

Relativamente aos olhos e à forma como os usamos nas mais variadas situações, o estudo é da opinião que:

“…A dilatação das pupilas é um indicador de interesse e de atracção … Já o número de vezes que se pestaneja está relacionado com a tranquilidade e o nervosismo… a frequência com que olhamos para o outro é um grande indicador de interesse, agrado e sinceridade … A frequência do olhar para o outro aumenta quando se está muito afastado, quando falamos de temas simples ou interpessoais, se uma pessoa é extrovertida, quando existe um interesse pelo outro, quando amamos ou gostamos do outro, ou se a outra pessoa envia sinais positivos de resposta; ao passo que, a frequência vai diminuir quando estamos muito juntos, se estamos a falar sobre assuntos íntimos ou difíceis, se não gostamos da outra pessoa, se somos introvertidos, ou se não existe um interesse nas reacções por parte da outra pessoa…”

“…Os olhares prolongados sem pestanejar são usados para dominar, ameaçar, intimidar ou influir sobre os outros, também são utilizados pelas pessoas que gostam muito umas das outras, mas o pestanejar nesses casos é mais intenso. Um contacto ocular que seja muito longo é sinónimo de manifestação de superioridade, falta de respeito, atitude ameaçante ou vontade de insultar, por seu lado, um contacto ocular pouco prolongado é interpretado como falta de atenção, falta de sinceridade, de honradez ou de timidez. O baixar a vista deixando de olhar para os olhos é um sinal de submissão.”

Claro que o estudo vai mais além e não podia terminar sem comparar mulheres com homens e os seus respectivos olhares. Interessante esta parteJ.

“As pessoas que  necessitam de uma maior afiliação utilizam mais o olhar em ocasiões de colaboração ou amigáveis, já em situações que sejam competitivas, utilizam-no principalmente as pessoas que são dominantes. Esta particularidade é mais notória nas mulheres, porque utilizam mais vezes o olhar do que os homens, especialmente quando estão a falar com outras mulheres e usam esse olhar de uma forma bem diferente dos homens, por exemplo, se sentem simpatia por determinada pessoa, olham-na enquanto falam, já os homens olham enquanto ouvem.”

Esta última frase tem o que se lhe digaJ. Cada um que tire as suas elações, não sou eu que vou lançar o debate.

O estudo faz ainda referência ao poder de se controlar um olhar. Por isso, a ideia de que “o olhar não engana” pode muitas vezes ser errada. Há pessoas que conseguem esconder, até com o olhar, o que sentem. Conseguem controlar o seu pensamento e transmitir uma mensagem que nos dá uma ideia contrária à que está a ser pensada.

O olhar é usado em muitas situações, sem dúvida, mas há um caso onde toma maiores proporções e tem uma relevância maior. Nas relações pessoais.
No começo de uma relação um “olhar em falso” pode afastar uma oportunidade. No entanto, um olhar na altura certa pode mover mundos e unir duas almas. Numa relação, já construída e madura, o olhar já se conhece, já é difícil “mentir” com ele, porque até quando tentamos enganar, a outra pessoa já conhece esse olhar. Por isso é que, quando temos dúvidas, incertezas, ou queremos dizer algo mais profundo, olhamos nos olhos da pessoa que amamos, para sabermos a resposta antes mesmo de que ela seja dita.

“Amar é conhecer a cor do olhar, e saber o olhar de cor. Ama-se também com o olhar, e não somente com os sentimentos - embora se pudesse dizer que também o olhar é um sentimento”.

Por isso é tão difícil amar à distância, sem que haja toda uma troca de emoções, muitas delas expressas no olhar.
Os nossos olhos brilham quando estamos felizes, ficam com uma “sombra” quando a tristeza nos invade a alma. Mas o nosso olhar, esse transforma o nosso rosto e, ainda que dos lábios saia um sorriso, do olhar sincero sai sempre o nosso verdadeiro estado de espírito. O olhar pede, manda, implora, ordena… É possível até chorar com o olhar, ainda que nossos olhos estejam secos.

No entanto, e para finalizar, não se esqueçam nunca que nem sempre o olhar consegue transmitir tudo e nem sempre o receptor consegue intrepertar na perfeição esse olhar. Por vezes é necessário complementar um olhar com actos. Também com palavras mas estas o vento leva e, embora devam ser utilizadas para elucidar, às vezes mais vale um exemplo concreto do que um abstrato.

Boas leituras…

 

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