Conhecer alguém
Quando é que realmente conhecemos alguém? Esta é uma das questões que nos colocamos continuamente, sobre as pessoas que estão à nossa volta e que connosco interagem. Os amigos, será que os conhecemos? E o que é conhecer-los, significa que já sabemos as suas reações, os seus pensamentos, que nada do que possam fazer nos possa surpreender? Mas se até mesmo nós nos surpreendemos constantemente. Tomamos decisões, mudamos de opiniões, agimos muitas vezes de forma que “não nos conhecemos”. Entao como esperar que não aconteça aoutra pessoa se nem nós somos assim tão lineares.Um dia uma amiga minha disse-me: “só conhecemos as pessoas quando tudo o que temos termina”. Naquele caso ela referia-se a um casamento, em que a mulher só soube realmente como era o marido, quando se divorciaram. Mas será verdade isso? Será que podemos ignorar os anos, ou mesmo apenas meses em que estivemos com aquela pessoa e depreender que tudo o que vimos, ouvimos e demos por mais ou menos seguro era uma mentira? Não sou tão extremista. Senão teria de pensar o mesmo sobre mim, pois cada dia, mediante uma situação diferente, perante uma novidade do que eu tinha por conhecido, também eu mudo, também eu ajo de maneira distinta à que julgava ser a minha maneira de agir. Para mim é isso que acontece. Nós conhecemos as pessoas mediante determinadas situações. Quando estas situações mudam, essas pessoas e nós também mudamos e por isso adquirimos um novo conhecimento sobre nós e sobre os outros.
Não quer dizer que o que conheciamos esteja errado, simplesmente existia perante uma outra situação que se modificou. As pessoas são como camaliões. Adaptam-se ao que se passa à sua volta e por isso, às vezes dá-nos a ideia que passámos a ver uma pessoa diferente. Realmente pode haver transformações radicais e mudanças que nos fazem pensar que já não conhecemos essa pessoa. Mas um dia, numa determinada situação e pela convivência que se tinha, nós conhecemos um pouco dela. Não foi um erro, a nossa vida não foi um engano em relação ao que vivemos. Simplesmente as coisas mudam e mediante isso compete a nós saber se toleramos ou não essa mudança. Há uma frase com a qual concordo inteiramente: “nunca conhecemos inteiramente uma pessoa”. Eu acrescento que, igualmente, nunca nos conhecemos por inteiro. Mas, para mim, os pormenores e as pequenas coisas que nos apercebemos nos outros, fruto da convivência e da troca de experiências, é o que vai, ao longo da vida, definir o nosso conhecimento perante eles. Bem, com este post me despeço durante uns dias para gozar em cheio as minhas férias. Vai saber muito bem mesmo. Há locais e pessoas que quero ver e com quem quero estar e que espero que não tenham mudado muitoJ. Mas mesmo que isso tenha acontecido eu sei que, os braços que me acolherem são os que eu quero que me acolham e nas mudanças que existirem encontrarei igualmente um lugar só meu. Uma coisa sei que não mudaJ e que estará lá para me receber: o meu mar. Vai ser presença constante nas minhas férias mas há uma praia em particular que eu não vou deixar passar sem a verJ. Fiquem bem, continuação de boas leituras e depois eu prometo colocar fotosJ
Olá a todos,
Olá a todos,
Aqui há uns tempos (na verdade penso que já passou mais de um ano) estava eu na praia a passear com um amigo, num daqueles dias em que os nervos te afloram e só mesmo o mar te pode acalmar. Tenho na memória o entardecer um pouco cinzento (como o meu estado de espírito), os meus olhos húmidos das lágrimas que teimavam em cair e o ombro amigo que me levou até esse lugar, onde o cheiro a maresia, o rebentar das ondas e o som do mar me ia lentamente acalmando. Ao nosso redor apenas se via uma pessoa, com a sua máquina a tentar tirar o maior partido daquela paisagem. A certa altura, pediu-nos, em silêncio, para posarmos para a foto