Thursday, August 30, 2007

Transe

Deixa-me quieta

Aninhada em meu canto
Protegida de mim mesma.
Não me fales nem me olhes,
Deixa-me neste leito
De morte emocional.
Abandona-me aqui,
Vai sem olhar para trás.
Das trevas o bom não vem
Mas por elas tenho agora de passar…
Afasta-te de mim,

Para longe leva teus olhos,

Que só verão a dor
Ao tocarem minha imagem.
Não me questiones,
Apenas parte.
Não te darei respostas
Deixa-me neste meu transe…

Posted by Butterfly at 09:52:19 | Permalink | No Comments »

Wednesday, August 29, 2007

Palavras que mentem…

Se eu te disser adeus,
Voltar costas e partir,
Jurar nunca mais para ti voltar,
Não creias em minhas palavras…
Se eu disser que não te quero mais,
Que já esqueci que um dia te amei,
Que a nossa história termina aqui,
Aperta-me bem forte e não me deixes ir.

Medo é o que sinto
Do que para mim é desconhecido.
Em meu olhos vês insegurança
Dificuldade em acreditar
Que bem algum posso fazer,
Que uma vida posso mudar
Que minha personalidade possa adaptar

A um caminho onde certezas não há.

Segura me verás,
Quando te diga que vou para sempre
Mas logo voltarei
Em busca desse abraço teu,
Do calor nos teus beijos,
Do conforto de me aninhar junto a ti.

Mas perdida ficarei
Quando acreditares que parti
Que de novo a ti não voltarei.
Pois aí sei que seguirás,
Por um caminho que não me inclui,
Outra em teus braços terás
E não haverá mais lugar para mim…

Posted by Butterfly at 09:40:13 | Permalink | No Comments »

Monday, August 27, 2007

O bom do mau

Olá a todos,
 

Hoje li uma espécie de “fábula” que me deu que pensarJ. Na verdade era uma piada à fábula da formiga e da cigarra, indicando que devemos trabalhar e divertir-nos na medida certa. Ou seja, nem só trabalho nem só lazer.
Mas não foi isso que me colocou a mente em ebulição. No fim, junto com a moral da história, tinha uma frase curiosa:

“Se não encontras a tua metade da laranja, não desanimes, procura a metade do limão, põe-lhe açucar, aguardente e gelo e, sê feliz!”

Aqui em Espanha (sinceramente não sei se passa também em Portugal) há um anúnico que começa assim:

“Uns vêm o seu carro a ser rebocado, outros a possibilidade de não ir visitar a sua sogra”.

No fundo as duas frases têm um mesmo significado. Porque é que nos preocupamos tanto quando as coisas não seguem da maneira que planeamos e não conseguimos ver o lado bom do problema. Uma vez li que existe sempre um lado positivo nas coisas negativas. Pode não se conseguir ver logo, pode só passado algum tempo termos noção do positivo que foi, mas ele existe.

Às vezes tentamos tanto que a vida nos seja perfeita e planeamos tanto para que isso aconteça que nos esquecemos de olhar para as infinitas possibilidades que, da sua forma e a seu tempo, podem também nos trazer felicidade. Ficamos tristes e desanimados quando algo não corre exactamente da forma como tinhamos previsto, mas a vida é mesmo assim: uma constante surpresa. Também se assim não fosse que piada teria. Encontrar “ao virar da esquina” exactamente o que estamos à espera é um pouco enfadonho. Nem sempre a surpresa, nem sempre a certeza.

Quanto às frases, vou fazer mesmo um esforço para encontrar o bom das más situações. Se acreditar que ele existeJ basta procurar certo?

Fiquem bem e boas leituras a todos.

 

Posted by Butterfly at 11:01:30 | Permalink | No Comments »

Thursday, August 23, 2007

O Sentido

Se não souberes de mim,
procura-me entre as árvores,
nos campos desolados do meu país distante.
É lá que me passeio,
perdido de mim mesmo,
na incessante busca do caminho.
Se não souberes de mim,
procura-me nas ondas
que rebentam nas praias dos meus verdes anos.
É lá que, mergulhando no futuro,
vagueio, entre confuso e indeciso.
Se não souberes de mim,
procura-me nos livros
que um dia li, mas logo abandonei,
por não me darem o sentido
da vida, que em vão busquei.

Torquato Da Luz

Posted by Butterfly at 09:09:45 | Permalink | No Comments »

Tuesday, August 21, 2007

Um post diferente

Olá a todos,

hoje vou fazer um post um pouco diferenteJ. Apenas coloco aqui algumas questões meio sem sentido, ou talvez com algum, que me surgiram à cabeça e me intrigam.

1. Porque é que quando abrimos um papel daqueles dos remédios ou de cremes, que explicam todos os componentes e características dos mesmos, não conseguimos voltar a colocá-lo exactamente como estava? Apesar das inúmeras marcas que eles têm, nunca se conseguem dobrar da mesma forma. E depois de muito tempo a tentá-lo, ou apenas alguns segundos, a reação é dobrar de uma qualquer maneira para que fique o mais finito possível e voltar a colocá-lo no lugar.

2. Qual a distância mínima a que devemos estar deitados, numa praia ou numa piscina, para que não nos considerem do grupo que está ao nosso lado? Claro que isto ocorre se o lugar não estiver completamente atolado e “estar perto” é a única possibilidade.

3. Como é possível comprar um faqueiro completo e passado um certo tempo já não haver uma mesma quantidade de facas, garfos e colheres? Para onde vão as outras?

4. O que é feito da roupa que desaparece em casa? Para onde vai ela? Aparentemente se a perdessemos na rua daríamos conta, não? Já não falo de camisolas, que essas podemos realmente as perder por aí. Mas calças, saias, sapatilhas… para onde vão?

5. Porque é que sempre que uma pessoa (neste caso é mais das mulheres mas também acontece aos homens) entra em depressão (não muito grave, apenas um desânimo temporário) a primeira coisa que sofre é o cabelo. Normalmente leva uma mudança tão radical que nos perguntamos logo se a pessoa estará boa da cabeça. Não é suposto, quando estamos deprimidos, tentar-nos por mais bonitos para levantar o astral?

6. Porque é que num restaurante sempre que vem uma conta para dividir por todos, olham fixamente para a única pessoa que resolveu um dia ir tirar um curso que envolvia matemática? Será que eles não sabem que durante a universidade apenas aprendemos a trabalhar com letras? A meio do meu curso eu já me perguntava se não me teria enganado e ingressado num curso de Português ou Latim ou mesmo Grego, à quantidade de letras que iam por aqueles quadros fora….

7. E agora o leitor pergunta, “porque é que eu ainda estou a ler estas coisas”?

Se tiverem mais perguntas do mesmo carismaJ não se inibam de as colocarem.

Continuação de boas leituras.

 

Posted by Butterfly at 09:52:16 | Permalink | Comments (1) »

Friday, August 17, 2007

“Quem ama acredita”

Olá a todos,

“Quem ama acredita” é o título de um livro de Nicholas Sparks. Li esse livro há um bom tempo atrás quando o mesmo me foi oferecido por alguém que, na altura, encontrou significado nessas palavras. Confesso que quando o recebi estas três palavras não tinham nem o sentido nem a dimensão que têm hoje. Claro que sei o seu significado e o que tentam transmitir, mas senti-lo é bem diferente.

Ontem quando, num daqueles momentos em que a nossa mente quase que se esvazia, esta frase não parava de me passar pela cabeça. Não entendia bem o porquê e foi com esforço que recordei que essa frase era o título de um livro. Mas não foi por isso que ela me passava pela mente.

Realmente quem ama, gosta, tem carinho, amizade, etc, acredita. Acredita que a pessoa que está ao nosso lado nos pode proteger. Acredita que todas dificuldades que possam surgir, serão mais simples de resolver juntos, acredita que se podem ultrapassar alguns problemas do passado e começar cada dia uma nova história. Acreditamos que o que sentimos pode modificar a outra pessoa e pode mesmo fazer com que as nossas barreiras pessoais sejam ultrapassadas. Acreditamos que os obstáculos que nos são postos irão ter uma solução ainda que não aparente no momento.

Para quem ama, e acredita que esse amor é retribuido, a vida torna-se mais simples e mais fácil de ser levada. Ainda que, às vezes, seja difícil de tomar certas decisões e viver a vida, essa dificuldade é atenuada por esses sentimentos: amor, amizade, querer bem.

Eu, sempre que tenho algo mais complicado na minha vida, decisões mais difíceis e mudanças mais radicais, tenho por hábito rodear-me das pessoas que eu amo e que sei que me têm igual carinho e sentimento. São essas pessoas que formam a base e os pilares das minhas decisões. Não para me dizerem o que devo fazer, isso nunca o fazem. Apenas aconselham e acima de tudo fazem o que, para mim, é o melhor de tudo: estão a meu lado, aconteça o que acontecer, seja qual for a minha decisão. Essas pessoas conhecem-me e conhecem a minha vida de tal forma que falar com elas para mim é essencial e determinante em certas alturas da minha vida.

Amar e ser amado, por família, amigos ou alguém mais próximo, torna a nossa vida mais simples de viver. Acima de tudo, e voltando ao título do livro, fazem com que acreditemos que, nos caminhos que seguimos e nas decisões que tomamos, há sempre uma mão amiga e sempre um apoio que nos ajuda a continuar e a seguir em frente.

Continuação de boas leituras.

Posted by Butterfly at 09:59:58 | Permalink | No Comments »

Monday, August 13, 2007

Dúvidas

Estas horas de espera
Tornam infinito o tempo
Que falta para te ver.
Olho e não te encontro
Nem sequer no horizonte.
Apenas a imagem em minha mente
Mantém tua presença junto a mim.
Treme meu corpo,
De medo que não venhas,
De ânsia de que chegues.
E se não vens?
E se já não te importo?
E o amor que existia em nós
Apenas permanece em mim?
Meu pensamento chama por ti,

Meu corpo grita pelo teu,
Meus lábios…
Querem o reavivar do sabor do teu beijo.
E se vens apenas para me deixar?
Se me olhas e teu corpo não responde ao meu?
Como aguentar o desejo
Sem que o possa matar?
Estou diferente, sei que o notarás.
Estarás tu também meu amor?
Continuará o nosso amor igual,
Ou a distância alterou o que nos unia?
Quero-te, sei que ainda te quero.
Desejo partilhar tudo o que vivi sem ti
Receber as tuas experiências sem mim.
Ouvir tua voz, sentir teu cheiro
De novo te amar no nosso leito…
Sim, quero-te
Porque demoras?
Porque não respondes ao meu chamamento?
Vejo-te…

Como não te fazia justiça meu pensamento,
Ai que saudades,
Sim, explode meu coração de amor por ti.
Vem, aproxima-te

És tu, sim, podia sentir-te de olhos vendados.
E agora?!…
Dou ao tempo a concretização
Do desejo que tenho em meu coração…

Posted by Butterfly at 09:28:44 | Permalink | No Comments »

Thursday, August 9, 2007

Tranquilidade querida

Agora descansava em teu peito
Tranquilamente.
Beijando teus lábios,
Aninhava-me junto a ti
E deixava que as tuas carícias,
Lentamente,
Me levassem a um sono de paz.
Despida de passados
Esquecida do futuro.
Seria apenas eu
Entregue ao momento só nosso.

 

Posted by Butterfly at 11:35:56 | Permalink | No Comments »

Monday, August 6, 2007

Durou pouco mas foi bom

Olá a todos,

Pois é, estou de volta ao trabalho, regressada de umas férias que deram para tudoJ. Consegui cumprir com todas as “tarefas” que tinha planeado. Ainda deu para acrescentar mais umas coisinhas de última hora e, por isso, mais uma vez me apercebo que há sempre tempo para algo mais, basta querermos e organizarmos as nossas prioridades.

Não posso dizer que venho destas férias com o pensamento claro e com objectivos definidos. Não era esse o objectivo das férias. Procurei apenas alguma paz, estar com os amigos, com a família, passear em locais dos quais sentia uma saudade enorme e isso tudo foi muito bem sucedido.

Nos primeiros dias fui a Aveiro, passei uma noite muito agradável na companhia de amigos, a conversar sobre tudo e sobre nada, enfim, uma verdadeira noite aveirense. As minhas energias começavam a aumentar. Nessa noite ainda fui à praia. Mas não consegui ver o mar, apenas caminhei junto ao farol e senti-me invadida por uma sensação de alegria, paz e emoções contrárias enquanto caminhava em direcção à sua luz e sentia em todos os meus poros o cheirinho ao mar. Na manhã seguinte peguei no meu carrinho e aí fui eu ter com a minha saudosa praia. Bem, não contava era com um dia tão bom em que parece que toda a gente resolveu seguir os meus passos. Mas a minha intenção era bem diferente da dos demais. Apenas queria caminhar à beira mar, ficar o tempo que fosse preciso a admirar as suas ondas e organizar alguns conflitos internosJ que para isso não há melhor lugar.

Após algum tempo à procura de um lugarzinho onde deixar o meu bolinhas, lá fui eu com toda a confiança e determinação. Invadiu-me uma sensação de liberdade e felicidade que nem dá para colocar em palavras. Ali estava ele, tal como eu o deixei. Não me questinou pela minha ausência, não me ignorou pelo tempo que passou sem estar ao pé dele, apenas e simplesmente me recebeu, com toda a sua imponência e beleza. Foi uma horita maravilhosa que me refez completamente as energiasJ.

Depois de regresso à terrinha, partilhei um bom convívio com os amigos e com a família. Num domingo solarento e onde as temperaturas estavam a pique, rumei mais a minha irmão ao Algarve. Entre obras na estrada e peripécias das irmãs demorámos uma eternidade a chegarJ. Mas valeu a pena porque a semana que ali passei foi muito boa mesmo. Ficámos na Quarteira mas, durante a semana, visitámos algumas praias à volta (outras nem tanto). Claro que a visita à Paria da Rocha (Portimão) era obrigatória. Adoro aquela praia e é sempre bom regressar ao lugar onde tive umas férias geniaisJ. Foi também aí que dei o meu primeiro banho de mar. Sim, porque este ano a água estava gelada e só mesmo nessa praia é que consegui atirar-me com toda a confiança. Foi como um renascer. Aquele primeiro mergulho foi quase um grito de felicidade e liberdade, algo mesmo muito bom.

Nestas férias partilhei alguns pensamentos via mensagem de telemóvel com uma pessoa amiga. Uma espécie de post telefónico. Foi engraçado, é sempre bom partilhar algumas ideias. Vou aqui colocar uma delas, que mostra também um pouco das sensações que vivi nestas férias.

2/08/2007 - “Hoje ao caminhar sobre a areia já fria, por uma noite em que a lua nos brindava com a sua luz e as estrelas preenchiam o negro do céu que ternamente beijava o mar, reflecti. A nossa vida move-se tal como a areia à nossa passagem, adaptando-se à medida que damos passos. A vida está sempre em constante mudança e atrás de nós ficam as marcas das nossas vivências, experiências boas e más. À nossa frente existe um caminho ainda por percorrer e, à semelhança de uma praia, são infinitas as possibilidades e as opções que poremos tomar. Mas o que conta é o passo dado agora. Esse é que vai ficar marcado e é esse também que vai ditar a nova direcção que vamos seguir. Por isso é o passo de agora, o presente em nossas vidas, que importa. Não o damos sem antes outros terem sido dados e são esses que nos dão o conhecimento para que confiantes continuemos a avançar. Adorei este passeio inesperado, imposto pela minha irmã mas que me colocou debaixo dos pés a sensação de liberdade e de magia que me invade neste momento”.

De regresso à minha terrinha maravilhosa e lindaJ tive a visita de uma grande amiga que, tal como sempre, me ajudou a equilibrar o que faltavaJ. Além disso, passei um Domingo muito bom na companhia da minha Banda e por fim a viagem de volta a Salamanca. Bem esta parte foi um pouco atribulada já que, por pouco, encontro o apartamento em chamas… A minha colega tinha adormecido deixando a comida ao lume. Mas tudo não passou de um susto e tive apenas de adiar o meu descanso e encontrar forças no meu cansaço para sair de casa enquanto a fumarada desaparecia…

Agora é descansar um bocado enquanto vou lentamente regressando ao trabalho. Deixo algumas fotos, pouquitasJ. Eu dou notícias por aqui. Até lá,

continuação de boas leituras.

This album is powered by BubbleShare - Add to my blog

Posted by Butterfly at 12:51:43 | Permalink | Comments (2)