Tuesday, October 30, 2007

Sonho de amor

Sonhei contigo
Um estranho com forma e ser…
Despertei a chorar
Por no sonho te perder…
Não te conheço
Mas meu corpo e alma sim,
Todo o conforto, paz
A felicidade e o calor sentidos
Esses não eram desconhecidos
Perdidos entre paixões efémeres
Desejos carnais
Loucuras que apenas o corpo satisfazem…
Vi-te no sonho
E desejei que tudo fosse real
Que estivesse mesmo perdida
Deixando-me ser apenas guiada
Protegida e mimada.
Desejei que não houvesse a despedida
Que em meus olhos água deixou
E assim me despertou
Na tristeza do vazio que tenho
E que, por breves momentos,
Tu conseguiste preencher
Meu sonho de amor….

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Monday, October 29, 2007

Boa sorte/ Good Luck

Olá a todos,

Hoje escrevo sobre uma música que adorei desde a primeira vez que ouvi. Gostei dela pela sua simplicidade, pela união do brasileiro ao inglês, pela sonoridade também ela simples e, posteriormente, pelo significado inerente nas palavras ditas. Refiro-me à música de Vanessa Matta com Ben Harper: Boa Sorte/ Good Luck. Ouvi esta música e li a sua letra, pela primeira vez num blog e, posteriormente, encontreia em outros blogs espalhados por este mundo virtual.

alt : http://www.youtube.com/v/Is3pwbkLXwU&rel=1


Claro que nestas coisas de músicas, e penso que na arte em geral, há sempre a possibilidade de várias interpretações que diferem de pessoa para pessoa e que podem mesmo ser discordantes. Eu apenas escrevo aqui a minha opinião e as considerações que fiz quando deixei a letra entrar por meus ouvidos, juntamente com a música, e formar algo com determinado sentido no meu cérebro.

Penso que é de opinião geral que a letra da música relata uma despedida, possivelmente de um amor. É um chegar ao fim de uma união onde ouve partilha e querer de ambas as partes. O facto de serem usadas frases tão simples e sem grandes rodeios para se descrever esse momento é o que, a meu ver, torna esta música especial.

Repare-se que nas duas primeiras estrofes é indicada a intenção de terminar, não deixando margem para que se pense voltar atrás. Ou seja, a decisão está tomada, nada a vai alterar. As palavras que se podem dizer nesta situação são insignificantes perante a dimensão do fim de algo. Por sua vez, na terceira e quarta estrofes, é indicada a razão de ter chegado ao fim. A intensidade com que a outra pessoa se deu à relação é demasiado grande, aprisiona e inquieta o narrador. Além disso, as exigências feitas por essa pessoa, provocam uma transformação não admitida por quem decide partir.

A minha visão pessoal é simplesJ. Por vezes exigimos demasiado da pessoa que está ao nosso lado e com a qual mantemos uma relação, seja de amizade como de amor. Exigimos tanto que não vemos que o que queremos essa pessoa não tem. Mas, em contrapartida, possui muitas outras coisas que nos agradam e que, bem valorizadas, podem mesmo eleminar a falta do que exigiamos.

Além disso, por vezes sentimos um impulso de nos dar a conhecer e de querer conhecer essa pessoa, de uma vez só. Tentamos viver momentos intensos e dar tudo o que achamos que temos para dar à relação. Por vezes esse não doseamento de sentimentos acaba por assustar a outra pessoa. Não digo que não devemos expressar o que nos vai na alma, ou que devemos agora andar com um medidor de sentimento para saber o quanto devemos dar ou não. Mas dar deixar que o tempo actue sobre uma relação é também importante. Saber esperar, ouvir, estar atento é das coisas mais importantes e que nos alertam para alterações boas ou más. A compreensão, o diálogo e o entendimento de ambas as partes é essencial para que não tropecemos por cima dos sentimentos dos outros.

Cada pessoa tem um ritmo e para querer dançar a par temos de nos ajustar mutuamente. Nem podemos seguir o nosso ritmo, nem anularmo-nos e passarmos para o rtitmo da outra pessoa. Há que encontrar um passo comum, para que possamos dançar sempre sem tropeçar, cair ou sem perder o parceiro.

Gozem a música, ouçam a letra porque a sério que vale mesmo a pena.

Boas leituras a todos.

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Tuesday, October 23, 2007

O primeiro encontro

“Hoje lembrei-me do nosso primeiro encontro… Estranho, não? Eu diria que sim. Passado tanto tempo, algo assim me surgir à mente… Estava tão serena, com a mente calma, apreciando um dos raros momentos de tranquilidade em que pude dedicar-me à leitura. E foi assim, entre as viagens que um livro nos provoca na mente, que me lembrei de do nosso primeiro encontro.
Recordei o teu nervosismo, tentando falar de banalidades, olhando-me com receio de me tocar ou de dizer algo que me assustasse e me levasse por outro caminho, diferente daquele que querias, apreciando os meus gestos, ouvindo sem me interromper… Senti, novamente, a segurança que eu tinha na voz, a certeza das palavras que pronunciava, a vontade louca que tinha em te beijar. Não tinha receio, não estava nervosa, antes pelo contrário, estava segura de mim.
Mas tu foste apenas meiguice e mimo. Não me deixaste banalizar aquela noite, como fiz com outras onde uma das personagens não eras tu… Não me deixaste arriscar tudo de uma vez. Com passos pequenos mas sólidos, foste-me encaminhando e prendendo numa rede na qual não me amarrava mas antes me protegia e segurava…
E por isso me conquistaste e com ternura me guiaste, por um caminho por mim desconhecido. Aprendi imenso contigo, mas sei que fui, em certos momentos, tua mestre também.
Não me recordei de nenhum outro momenos, alegre ou triste, mas sim do conforto e ternura do nosso primeiro encontro…”

Boas leituras a todos

Posted by Butterfly at 16:44:46 | Permalink | Comments (2)

Sunday, October 21, 2007

Partida

Tenho de partir,
Deixar teu corpo
Ainda com o calor do meu,
Sair deste leito
Repleto da loucura que aqui se viveu,
Abandonar-te neste quarto,
Testemunha única da nossa paixão…
Tenho de ir
Onde o teu cheiro vou levar,
A tua face me vai acompanhar
E teu pensamento me irá procurar…
Deixa-me ir
Sabes qu tenho de o fazer,
E não é por querer,
Mas tenho de partir…
Posted by Butterfly at 23:33:09 | Permalink | Comments (1) »

Wednesday, October 17, 2007

Um breve relato (ou não…)

Olá a todos,

Pois é verdade, tenho mesmo andado desaparecida. Não é porque eu queira, acreditem que a escrita me está a fazer imensa falta e não ter tempo para ela anda a desequilibrar um pouco o meu pensamento
J. Mas ainda não consegui parar tempo suficiente para o fazer. Hoje, enquanto pesquisava algumas coisas na Internet pensei: “é tarde, mas tenho de escrever”. E aqui estou euJ. Assim, em breves palavras, vou tentar descrever o que tenho andado a fazer.

Ora, o primeiro passo, quando se regressa do estrangeiro ou de um outro lugar que não o que nos viu nascer, crescer, aprender e fazer-nos como pessoas, é mesmo a “visita às capelinhas”. Se vos disser que ainda não visitei ¼ das pessoas que queria… é verdade. Bem, mas já cumpri dois objectivos. Um deles foi o de visitar a minha irmã a Badajoz. Já se tornava obrigatória a visita e não a quis adiar mais. Aliei o facto de outros amigos também a querem visitar e passámos um agradável fim-de-semana, no sossego desta terra fronteiriça. Se querem que vos diga, nem sei se passei mais tempo em Elvas ou em BadajozJ. Acho que foi meio/meio. Durante os três dias, que lá passei, cheguei a uma conclusão grave… Estou a ficar velhotaJ. Ok, não me matem, eu explico. Os dias passaram-se à conversa e em passeio pelas cidades. As noites foram preenchidas com uma agradável conversa num bar, sentadinhos, até no máximo à 1h da manhã seguidas de um confortável estiramento numa boa camaJ. Ah pois é. A verdade é que uma semana de trabalho (no caso dos meus amigos e da minha irmã) e uma semana de transferência de vida (no meu caso) acaba por cansar os ossinhos do corpo. O avistar de uma nova segunda-feira, também nos retrai maisJ. Mas pronto, a verdade verdadeira é que não me importou minimamente a troca de uma noite louca de bares e discoteca por uma noite calma e tranquila. Era o que estava a precisar.

O outro objectivo cumprido foi ter conhecido a escritora Julieta Ferreira. Aconselho a quem ainda não foi ver o site dela (cujo o link se encontra neste blog) que o consultem. Vão ficar encantados. E mais encantados ficarão de contactar com ela, pessoalmente ou mesmo apenas por e-mail. É uma pessoa super simples e de uma personalidade incrível. Tem um percurso de vida admirável que formou a pessoa que tive o privilégio de conhecer pessoalmente. Foi realmente uma experiência gratificante.

Bem, entretanto claro que não ando só no passeioJ. Não estou a pensar viver dos rendimentos durante muito tempoJ, por isso, já ando com objectivos profissionais e afinsJ mas que ainda estão no segredo dos Deuses… ou pelo menos, no segredo da maioria das pessoas. Depois, quando houver mais coisas em concreto eu levanto o véu.

Quem me conhece perguntaria: “então e o mar, já mataste as saudades dele?”. Para vos ser sinceros sim já, mas não correu da forma que pensava… Desta vez ele não levou as minhas angústias ou preocupações, sinceramente não existiam em grande escala para serem levadas. Além disso, não me aliviou a alma, nem me acalmou o pensamento… Desta vez o mar trouxe-me algo. Recordações que quero que permaneçam no seu fundo, mas que me foram atiradas como salpicos saídos de uma forte onda que bate nas rochas. Claro que o facto de ter andado a arrumar o meu quarto ajudou também a memória… Gosto muito de me sentar na minha cama, ou num qualquer cantinho do meu quarto, e olhar para as fotos antigas, recordar outros tempos, encontrar um qualquer objecto e lembrar-me do seu significado e da razão pela qual o guardei. Com as arrumações, que foram bem profundas pois há 8 anos que não vivia a tempo inteiro nele, encontrei muitas coisas que já nem me recordava. Algumas adorei relembrar, outras nem tanto. Mas de todas me alegro de as ter guardado e de ter, agora, colocado num lugar especial. Como um baú de memóriasJ. Porque todos esses objectos formaram parte da minha vida e tiveram, para mim, um significado grande o suficiente para eu as ter guardado. São o meu passado, ou parte dele e, apesar de não gostar de me agarrar ao passado, gosto sim de saber o que se passou nele. Às vezes a nossa memória vai eliminando fragmentos da nossa vida. Uns ainda bem que os elimina, mas para outros é bom olhar e ficar com um sorriso nos lábios e uma lágrima de emoção boa nos olhos. Ajuda-nos a recordar o que fomos, o que fizemos e, também um pouco, das pessoas que partilharam alguma parte da nossa vida e participaram no nosso crescimento.

Sem mais delongas vou terminar escrevendo que estou a gostar deste começo de nova vida, estou bastante entusiasmada com o que penso fazer e prometo que vou tentar não me afastar tanto tempo deste meu cantinho.

Boas leituras a todos.

Posted by Butterfly at 01:54:23 | Permalink | Comments (1) »

Tuesday, October 9, 2007

Uma breve visita

Olá a todos,

quem leu o último post sabe que ando, neste momento, em mudanças, algo grandes, na minha vida. Por isso, não tenho visitado aqui o meu cantinho com tanta frequência como antes. E hoje a visita também é curta. Depois eu faço um relato mais alargado do que se tem passado.

Posso, para já, dizer que ando com uma vida um pouco de “cigana”: de um lado para o outro com as “tralhas” às costas. Nunca pensei que em quase 26 anos de vida pudesse juntar tanta coisa. Bem, mas à parte de mudanças e adaptações deixo aqui um devaneio meu e vou tentar voltar brevemente com novidades.

Instante

Vi-te
Apenas por breves instantes,
Somente de relance.
Mas em meu peito,
Meu coração deu o sinal.
Eras tu…
Todo o meu corpo
Sentiu a tua presença
E, de mim, saiu um grito mudo.
Quis tocar-te,
Puxar-te para mim
Apagar o tempo distantes.
Quis voltar ao passado
A nós…
Quis ser quem te acompanhava
Quem te indicava o caminho…
Mas sei que já não sou eu,
Sei que o tempo passou
E entre nós a distância ficou…
Sigo em frente
Mas recordo cada detalhe de ti
Naquele breve instante
Em que apenas te vi…

Boas leituras a todos

Posted by Butterfly at 16:47:45 | Permalink | No Comments »