Friday, November 23, 2007

Lua

Fiquei hipnotizada pela lua
Sempre presente
Sempre fiel…
Tem as suas fases
Aparece sem medo ou vergonha
Mostrando todo o seu esplendor,
Lentamente se torna resguardada
Escondendo partes de si.
De repente já ninguém a vê,
Podendo observar-nos, sem ser cobiçada.
Mas, novamente, deixa cair o véu
Mostrando-se aos poucos,
Despertando-nos para a sua beleza,
Deixando-nos ansiosos,
Para a rever inteiramente.
Hoje fiquei hipnotizada,
Pela lua que me observava…
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Tuesday, November 13, 2007

Paixão não vivida

Olá a todos,

hoje fui ver um filme deveras encantador e que, para não variar, abriu a torneira das minhas emoções… Já há algum tempo que isso não acontecia e, confesso, que já lá tinha muita água guardada. O filme intitula-se: “
Becoming Jane” retratando a infância de Jane Austen.

A questão que não me sai da cabeça, passo a partilhá-la convosco, meus leitores deste cantinho virtual: quando um grande amor não pode ser vivido, será mais forte a dor de seguir um caminho sozinha ou a dor de saber que nunca se pode amar plenamente quem está a nosso lado? Há quem opine que ao nos contentarmos com algo menor é uma traição ao sentimento que nutrimos por outrem. Outros porém, consideram que o amor pode aprender-se e pode ser construído, completando de certa forma a nossa vida, ainda que algo maior tenha sempre um lugar e uma presença. 

Sinceramente, não vos consigo, neste momento, passar a minha opinião. O infortúnio de não se poder viver uma grande paixão, permitam-me que faça esta diferença, é, por si só, uma dor inigualável. É sentirmos que, por mais que caminhemos na nossa vida, não temos o companheiro de viagem que tornaria a caminhada perfeita.

Explico, tentando ser breve, o porque de ter escrito: “uma grande paixão” e não “um grande amor”. Para mim, na inocência dos meus quase 26 anos, o amor é algo que se vai construindo e que vai crescendo com a convivência, com as experiências partilhadas, com as dificuldades ultrapassadas. A paixão, pelo contrário, é algo de instinto, um arrebatamento que nos faz perder a razão e cometer loucuras. É carnal, místico, uma química partilhada ou contida num só corpo. A paixão é turbulência, o amor é tranquilidade. Por paixão arriscamos tudo, por amor aprendemos a dar liberdade e a colocar a outra pessoa como prioridade. Pode amar-se eternamente, a paixão é efémera.

Bem, já me alonguei…

O filme, mais volta menos volta, retratava exactamente isso. Jane Austen, uma célebre escritora, autora de Orgulho e Preconceito, transmitiu para os seus romances e para as suas personagens um pouco da sua vida. Mas o final que deu a todas as personagens dos seus romances, foi o final que nunca conseguiu alcançar na sua vida. Através do papel e da escrita, Jane criava as realidades que por ela não podiam ser vividas. A grande paixão e amor da sua vida, nunca vividos. Nesse amor, as personagens intervenientes tomaram rumos distintos. Ela, corajosamente dada a época em que viveu, optou por uma vida de isolamento amoroso, refugiando-se e vivendo da sua escrita. Ele, porém, seguiu a sua vida, casou, teve filhos mas nunca esqueceu ou conseguiu apagar o sentimento que, desde sempre, nutriu por Jane. Qual dos dois era mais feliz?

Mas teria essa paixão sido transformada em amor se não houvesse a impossibilidade? Teriam eles resistido ao dia-a-dia, onde a paixão lentamente desaparece e toma um carácter mais calmo e menos arrebatador? A impossibilidade dessa paixão e não viver a mesma, acaba por ser a razão pela qual se torna tão intensa e presente, sem que desapareça ao longo dos anos. Uma vez, num outro filme também já aqui referido (Antes do amanhecer) o protagonista dizia mais ou menos assim, para tentar convencer a protagonista a sair do comboio e partilhar com ele uma única noite em Viena – Áustria: “considera esta noite como uma oportunidade para viveres bem no teu futuro. Imagina-te daqui a uns anos, junto do teu marido e a olhar para trás e pensar em mim, um estranho que conheceste, te despertou um certo interesse. Aí perguntas-te como teria sido se saísses com esse estranho do comboio, em que medida isso alteraria a tua vida. Saíres comigo agora é a oportunidade que tens de ver que sou uma pessoa igual às outras, com defeitos e virtudes, com conversa que se repetirá ao longo dos anos e que afinal sou tão enfadonho e deprimente quanto a pessoa que está ao teu lado, nesse futuro”.

É interessante e realmente concordo bastante com este ponto de vista. Às vezes, o facto de não vivermos as histórias de paixão ou de não arriscarmos mais em determinados momentos, faz com que esses momentos adquiram uma importância demasiado grande e intensa dentro de nós. Provavelmente, se as vivêssemos iríamos considera-las banais e corriqueiras. Mas como não o fazemos, tornam-se místicas e desconhecidas, colocando-nos sempre a questão: e se…?

Não só aplicável às paixões ou amores, mas também a projectos ou a situações que se cruzam no nosso caminho todos os dias, devemos, dentro dos possíveis, viver as coisas. Ficarão sempre caminhos por percorrer, haverá sempre “e ses”, e com certeza haverão desilusões e alegrias. Mas, na opinião desta leiga de quase 26 anos, penso que mais vale nos arrependermos de algo que fizemos do que nos remoermos toda a vida por algo que não sabemos como seria. Claro que tudo isto dentro do razoável e respeitando sempre a liberdade dos outros.

Para quem ainda não o fez, vejam o filme. É lamechas simJ, mas é também um pouco histórico e, acima de tudo, real.

Boas leituras…

Posted by Butterfly at 02:20:22 | Permalink | No Comments »

Wednesday, November 7, 2007

Um overview

Olá a todos,

Eu sei que ando a falhar um pouco nas escritas e que não tenho estado muito tempo no meu cantinho. Acreditem que me faz falta. Mas, por outro lado, andar ocupada é algo que sempre me agradou bastante. Sou do tipo de pessoas que mesmo quando já todas as horas estão preenchidas acha que ainda dá para encaixar mais qualquer coisinha. E o problema é que sou também do tipo de pessoas que gosta de dedicar o tempo necessário e razoável, sem grandes pressas, a todos os compromissos que assumo.

Mas, deixando-me de lamechices
J, que a vida é linda e é mesmo para ser aproveitada ao máximo, vamos mas é ao que me levou a escrever este post.

Tal como o título indica, vou dar uma noção geral da volta que dei à minha vida. Para quem ainda não sabe e me conhece pessoalmente e profissionalmente, aconselho uma cadeira bem confortável. Tal como referi, em posts anteriores, quando saí de Espanha dei a mim mesma uns dias de reflexão, férias e reorganização em Portugal. Já há algum tempo que o meu desejo é mudar um pouco o curso da minha vida e então decidi que nada melhor do que voltar a estudar. Aprender é sempre enriquecedor, principalmente quando se pretende abandonar um pouco a área para a qual se tinha educado.

E assim foi. Encontrei um curso espectacular e que ia de encontro com os meus desejos. Com o passar do tempo até revelou ser melhor do que o esperado. E é assim que eu me encontro neste momento a tirar o curso de Medicina Tradicional Chinesa, com um primeiro ano dedicado a massagens terapêuticas e técnicas de medicina chinesa. Ah pois éJ. Não se preocupem que não vou começar a andar com uns cristais em cima da cabeçaJ. Nada disso, é algo mesmo muito interessante. Mas como me ocupa apenas uma parte dos meus dias (e nem de todos) resolvi mexer-me também na direcção de ensino. Não para dar aulas ao secundário, universitário ou afins mas para dar formação. Para tal, vou ver se consigo uma vaguita para tirar o CAP, algo em que já devia ter pensado antes, mas nunca sabemos as voltas que vida dá.

Claro que com tanto dinheiro a ser investido algum tem de começar a entrarJ. Para já nada de concreto em vista, apenas ideias. Mas há uma coisa que tenho em mente, não voltar a acordar de manha com a sensação pesada de que tenho, para o resto da minha vida, de me conformar com algo. Nunca mais. Se há coisa que aprendi com os meus, ainda poucos, anos de trabalho foi que, para se estar de corpo e alma em algo, temos de amar esse algo. Dá chatices, pois tudo na vida. Mas tem de haver esse amor senão nada tem sentido. Com essa paixão e gosto pelo que se faz, o trabalho é mais simples, e somos definitivamente melhores profissionais. Não nego que preciso de dinheiro e claro que sem ele não posso atingir alguns objectivos. Mas se há coisa que nunca fiz, e por isso não vou fazer agora, é colocar o dinheiro como prioridade. Para isso me valem os meus 25 (quase 26) aninhos sem qualquer compromisso ou responsabilidade para com outros, a não ser para com os meus pais, claro, e para comigo.

E por todas estas razões levanto-me agora com as minhas energias Yin e Yang equilibradas, ou pelo menos tento. Não liguem, são coisas de estudante em início de curso. Tudo é novidade. Mas para quem se queira deleitar com novos horizontes, aqui fica o site do instituto onde estou a estudar.

http://www.ipnaturologia.com/

A todos boas leituras.

Posted by Butterfly at 01:31:16 | Permalink | Comments (1) »