Wednesday, December 19, 2007

Segredo no mar

Só tu conheces o meu segredo,
Aquele que no íntimo de mim guardo…
Só a ti revelo meu querer…

Tens a liberdade que eu gostaria para mim
Percorres longas distâncias,
Alcanças novas terras,
E nas tuas ondas levas
O que de todos quero esconder…
Mas não de ti, não de ti…

Quem me dera navegar
Nas tuas águas e me perder
Sem hora e tempo para voltar
Percorrer o mundo e tudo esquecer…

Nem sempre és cuidado
Pelos Homens que teimam em te magoar.
Mas eu respeito a tua imponência e beleza
Amo a tua existência e a de todos que em ti vivem,
Pois só vocês me conhecem,
E meu segredo levam
Ao local onde ainda não posso ir…

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Tuesday, December 4, 2007

Despertar… ou talvez não

Às vezes dá medo estar connosco, pararmos um pouco e analisarmos a nossa vida, quem somos e em quem nos transformámos. Tememos e adiamos esse encontro com a introspecção à nossa vida. Evitamos as perguntas: “quem sou?”, “que caminho estou a dar à minha vida?”, “que importância tenho eu no que me rodeia e que diferença causo no mundo em que vivo?”.
É difícil pararmos e escutarmos a voz que pede uma maior atenção aos passos que damos. Apenas de mim posso escrever e da minha pequena, ínfima experiência. É das coisas mais difícil de fazer: parar e escutar-me. Aproveito todos os momentos para me ocupar com tudo e mais alguma coisa e, por vezes, quando sou “forçada” a parar (por ex. numa viagem de comboio) penso: para onde estou a ir? Para onde me dirijo tão apressada? Que sentido atribuo aos passos que dou? Que mudanças causam as minhas atitudes e acções nas outras pessoas e na minha vida?
As respostas que damos preferimos, muitas vezes, ignorá-las, esquecê-las e guardá-las no mais fundo de nós.

Porque é que quando alguém passa por uma grande dificuldade na sua vida, ou por doença ou por circunstâncias várias, decide mudar a sua vida e o seu rumo 180º (ou qualquer outro ângulo diferente de 0º ou 360º)? Será que só passando damos valor ao percurso que seguimos e não tanto ao fim a atingir? Só nessa altura acordamos desta inércia mental em que vivemos, relativamente à nossa vida pessoal?

Não sei… Às vezes é melhor mesmo não acordarmos deste sono embriagante que nos cega… ou talvez não…

Boas leituras a todos.

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Saturday, December 1, 2007

Mudanças

Estive no local
Onde, há anos, te beijei…
Já não existe aquela árvore,
Que nos escondeu e protegeu.
Já não está iluminado
Pela mesma luz
Que teu rosto me revelou…
Está diferente,
Como também estamos nós.
Afastados daquele dia,
Em que nosso amor começou…
Afastados os dois,
Agora que tudo terminou…
Mudou o lugar,
Mudámos nós…
Perdeu-se no tempo o momento,
Perdemo-nos nós e o nosso sentimento…

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