Tuesday, July 17, 2007

Mafalda Veiga

Olá a todos,

Hoje partilho convosco uma música que, de algum modo, me diz bastante. Gosto muito desta cantora pela simplicidade das músicas, das letras e da sua voz.

Espero que gostem.

Um Pouco de Céu

Só hoje senti
Que o rumo a seguir
Levava pra longe
Senti que este chão

Já não tinha espaço
Pra tudo o que foge
Não sei o motivo pra ir
Só sei que não posso ficar
Não sei o que vem a seguir
Mas quero procurar

E hoje deixei
De tentar erguer
Os planos de sempre
Aqueles que são
Pra outro amanhã
Que há-de ser diferente

Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar
Um pouco de céu
Um pouco de céu

Só hoje esperei
Já sem desespero
Que a noite caísse
Nenhuma palavra
Foi hoje diferente
Do que já se disse
E há qualquer coisa a nascer
Bem dentro no fundo de mim
E há uma força a vencer
Qualquer outro fim

Não quero levar o que dei
Talvez nem sequer o que é meu
É que hoje parece bastar

Um pouco de céu
Um pouco de céu

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Friday, May 11, 2007

Uma letra simples

Olá a todos,

hoje não resisto em colocar aqui a letra de uma música de Mariza. A letra é muito simples mesmo mas é tão real e tão bonita que tinha de a partilhar.

Coloco também a música, igualmente apaixonante.

Espero que gostem.

 

alt : http://www.youtube.com/v/OpExb2hCYTs

Mariza - Chuva

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai… meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

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Thursday, April 12, 2007

Concerto mágico

Olá a todos,

ontem tive um momento mágico na minha vida que gostava de partilhar. Fui assistir a um concerto de um violinista clássico com um grande artista de guitarra espanhola (toca flamenco). A combinação, que à primeira vista pode parecer absurda, é simplesmente fabulosa.

Eu sou sincera, violino não me apaixona propriamente. Foi mais pela parte do flamenco que fui assistir ao concerto. No entanto, além desses dois grandes artistas, Ara Malikian – violino - e José Luis Montón – guitarra espanhola, estavam em palco mais três: um que tocava contrabaixo – Miguel Rodrigañez, outro tratava de toda a parte de percussão – Jorge Tejerino e ainda uma cantora – María Berasarte, na minha opinião, excelentes todos eles.


A verdade é que a música me prendeu de tal forma que o tempo passou a voar. Não foi só a mim porque eles tiveram de regressar duas vezes para tocar mais. Nunca me tinha sentido tão “presa” à música e a toda a magia que estava em palco. Cada momento preparado ao pormenor. A delicadeza com que Jorge Tejerino pegava em cada uma das peças da percussão e as fazia encaixar nos tempos devidos. Movimentos simples, mas que faziam toda a diferença.

 

A musicalidade, destreza, enfim, o dom que  Ara Malikian tem, faz-nos amar o que se ouve logo desde as primeiras notas. Garanto-vos que ouvi duas melodias diferentes ao mesmo tempo, tocadas por ele naquele violino. Parecia irreal, mas estavam ali. Além disso, ele vivia tão intensamente o que tocava que por várias vezes saltou na sua cadeira, elevou os pés para os pousar frenéticamente, enfim, todo ele era expressão e emoção.

E a forma como José Luis Montón encaixava na perfeição nos tempos devidos e fazendo com que a melodia tivesse todo o sentido… indescritível.

Para mim todo o concerto foi magia e emoção. Saí de lá a querer comprar o CD. Se estivesse à venda cá fora comprava mesmo. No entanto, tenho de reconhecer dois momentos altos dos concerto (na minha opinião). Um deles foi quando tocaram “Estranha forma de vida”, um fado de Amália Rodrigues. Confesso que temi que estragassem o fado. Não os músicos, esses já tinha visto do que eram capazes, mas foi cantado pela artista José Luis Montón, que é espanhola. Confesso que estava um pouco céptica em relação a como iria soar o fado cantado em espanhol. Bem… qual não é o meu espanto quando oiço o fado cantado em bom português. Ah pois é! Se tivesse entrado naquele momento no teatro pensaria que se tratava de uma artista portuguesa. Excelente, mesmo, até me emocionei.

Depois o outro momento muito bom foi a penúltima música (era para ser a última mas o público não deixou). Eu conheço a música mas, até agora, não descobri de onde. É magnífica e realmente a combinação dos dois instrumentos principais, esteve no seu melhor.


Enfim, foi um serão muito bem passado. Fui para casa com a alma leve mas preenchida. Hoje li no jornal, de manha, que têm vindo a utilizar a música como forma de ajudar na cura de crianças nos hospitais. Periodicamente fazem concertos ao vivo de vários tipos de música. Segundo a notícia, a experiência já tinha dado os seus frutos.

E realmente, como pode não dar. É uma forma bem agradável de nos transportar para locais diferentes e de nos alegrar a vida. Sinceramente não imagino, nem quero, a minha vida sem música. É a única coisa que gosto em todos os momentos da minha vida, pois a sua diversidade permite isso.

Boas leituras para todos.

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Wednesday, March 21, 2007

Uma música, uma letra, um livro…

Olá a todos,

hoje vou aqui colocar uma música que me encanta. A letra é cheia de sentimento. Ouvia várias vezes enquanto lia um livro: “À minha filha em França” de Barbara e Stephanie Keating, que fala sobre a 2ª gerra mundial, as dificuldades passadas naquele tempo, as imensas violações dos direitos humanos, as amizades que se criaram, a lealdade entre quem acreditava em algo melhor e os amores que surgiam da entreajuda. Marcas que ficaram ao longo do tempo e que só passados anos foram amenizadas mas nunca ultrapassadas. Aconselho vivamente. A música leva-me sempre para as páginas desse livro e para todas as emoções que ele me trasmitiu. Se tiverem oportunidade ouçam a versão de Patricia Kaas. Para mim, até agora, é das melhores. Espero que gostem.
 

Continuação de boas leituras. 

If you go away – Patricia Kaas 

If you go away On this summer day
Then you might as well Take the sun away
All the birds that flew In the summer sky
When our love was new And our hearts weres high
When the day was young And the night was long
And the moon stood still For the night bird`s song

If you go away (3x) But if you stay I`ll make you a day
Like no day has been Or will be again
We`ll sail the sun We`ll ride on the rain
We`ll talk to the trees We`ll worship the wind
And if you go I`ll understand
Leave me just enough love To hold in my hand

If you go away (3x)

If you go away
As I know you must There`ll be nothing left
In the world to trust Just an empty room
Full of empty space Like the empty look
I see on your face I´ve been the shadow
Of your shadow I felt you might have kept me By your side

If you go away (2x)

But if You stay I`ll make you a day
Like no day has been Or will be again
We`ll sail the sun We`ll ride on the rain
We`ll talk to the trees We`ll worship the wind
And if you go I`ll understand,
Leave me just enough love To hold in my hand
If you go away
If you go away

Et ne me quites pas…

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Thursday, January 25, 2007

As coisas difíceis da vida

Olá a todos,

hoje não me vou alongar. Apenas vou aqui deixar a letra de uma música, em que parte dela me foi passada por um amigo.

Para ti: ao olhares para o céu podes ver sol, estrelas, nuvens brancas com formas engraçadas ou nuvens negras que te fazem fugir do temporal que aí vem. Mas lembra-te que nada disso tira a beleza ao céu. São coisas que aparecem, ficam o tempo que lhes é permitido e depois passam. Assim, não deixes nunca de ter esperança que depois da nuvem negra vem o sol radiante.

Autora: Regina Spektor
Música: On the radio

This is how it works
It feels a little worse
Than when we drove our hearse
Right through that screaming crowd
While laughing up a storm
Until we were just bone
Until it got so warm
That none of us could sleep
And all the styrofoam
Began to melt away
We tried to find some words
To aid in the decay
But none of them were home
Inside their catacomb
A million ancient bees
Began to sting our knees
While we were on our knees
Praying that disease
Would leave the ones we love
And never come again

On the radio
We heard November Rain
That solo’s really long
But it’s a pretty song
We listened to it twice
‘Cause the DJ was asleep

This is how it works
You’re young until you’re not
You love until you don’t
You try until you can’t
You laugh until you cry
You cry until you laugh
And everyone must breathe
Until their dying breath

No, this is how it works
You peer inside yourself
You take the things you like
And try to love the things you took
And then you take that love you made
And stick it into some
Someone else’s heart
Pumping someone else’s blood
And walking arm in arm
You hope it don’t get harmed
But even if it does
You’ll just do it all again

And on the radio
You hear November Rain
That solo’s awful long
But it’s a good refrain
You listen to it twice
‘Cause the DJ is asleep
On the radio
(oh oh oh)
On the radio
On the radio - uh oh
On the radio - uh oh
On the radio - uh oh
On the radio

 

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